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As digitais de Renan

12:00 | 26/04/2016
Começou a autofagia no PMDB. Embora ele tenha negado a tramitação, há digitais certeiras do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), na ação do sexteto de senadores que pede o impeachment conjunto de Michel Temer com a presidente Dilma Rousseff. Outro carimbo de Renan está em duas frentes: no discurso de colegas de que a Casa Alta não analisará o impeachment de Dilma enquanto a Câmara não atender a ordem do STF de instalar comissão para analisar o caso Temer; e no pedido de antecipação das eleições para presidente em outubro.

Quando aliados
Renan e Temer não se bicam mais há anos. Entre portas, Temer o chama de ingrato, porque ajudou nas peças jurídicas que seguraram o senador em 2007 no caso da amante.

Provocando
Renan toca o impeachment a contragosto. É aliado de primeira hora da presidente e de Lula. E procrastinando o debate ele ajuda a dupla petista – além de incomodar Temer.

Fogo amigo
Como a Coluna já publicou, Renan não engole o fato de Temer ter tomado seu lugar na chapa como vice de Dilma, aproveitando o escândalo de 2007.

Comércio na berlinda
Lembram do novo Código Comercial, que estava no prelo para ser votado na comissão especial da Câmara em meados do ano passado, cujo relator pediu mais tempo? Pois bem, o mesmo relator, deputado Paes Landim (PTB-PI), se pronunicou. Solicitou.. mais uns meses para analisar.

Cenário ideal
Em evento em Fortaleza, o presidente da comissão, deputado Laércio Oliveira (SD-SE), citou importância da celeridade: “Nesse momento de crise é fundamental que o Brasil passe a ter mais segurança jurídica nas relações de trabalho”. Laércio lembrou que investidores têm um ranking de países. O Brasil ocupa o honroso 178 lugar.

Sermão nessa hora?
Amigo do ex-presidente Lula, o escritor e religioso Frei Betto sintetiza o cenário: “O PMDB cansou de ser acólito do PT e não quer ajudar a carregar o pesado piano do ajuste fiscal depois que cessou a música da gastança.”

Joelhos no milho
Aliás, Frei Betto pulou do Governo antes de estourar o escândalo do Mensalão. E hoje é dos poucos petistas declarados que pregam a necessidade de reinvenção do partido.

Te cuida, MST
Os serviços de inteligências das Polícias Militares alertam para invasões do MST em fazendas no Sul e Centro-Oeste. Os coronéis estão avisando aos prefeitos.

Cabidão americano
O staff de Michel Temer anda intrigado com o que fazem em Washington a ex-ministra Ideli Salvatti e seu marido. Ela é representante do Governo na OEA, da ONU, no comitê de Acesso a Direitos e Equidade. Um trabalho que poderia ser feito daqui.

Boy de luxo
O marido Jefferson Figueiredo foi nomeado em setembro passado ajudante da Subsecretaria de Serviços Administrativos e de Conferências na Junta Interamericana de Defesa (Ufa!). Ou seja, um office-boy. Os dois vão dançar num Governo Temer.

#seliga
A 18ª Cúpula Judicial Iberoamericana soltou recomendação para servidores e magistrados atenteram para postagens nas redes sociais. Vale lembrar que, na gestão de Joaquim Barbosa no STF, uma estagiária cobrou a ‘demissão’ do então senador José Sarney – que levou tudo numa boa. Mas a moça foi demitida.

O placar
O placar hoje dos votos declarados na recém-instalada comissão no Senado está em 12 a 7 pró-impeachment de Dilma Rousseff.

Só na reza
Os senadores que cobram a Anatel descobriram agora o que o cidadão já sabe há anos. A conexão no Brasil é feita via (um)banda larga. Só na reza forte para pegar.

Ponto Final
“A Anatel tem que atender ao interesse dos consumidores e não a favor das operadoras. Sou contra limitar o uso da Internet”

Do Deputado Laércio Oliveira (SD-SE), que já encomendou um estudo sobre o setor.

Com Walmor Parente e Equipe DF, SP e Nordeste
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