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Serra no PMDB

12:00 | 09/03/2016
Caciques do PMDB dão como certa a filiação do senador José Serra ao partido para ser o candidato à Presidência em 2018. O tucano já tem conversado discretamente nos últimos meses com a cúpula. Pelo pragmatismo, o PMDB é o que mais se aproxima do PSDB, para justificar a sua saída sem parecer que é apenas interesse eleitoral. Propagado como pré-candidato ao Planalto, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, será candidato ao governo do Estado. A entrada de Serra no PMDB pode ser sacramentada com a posição e independência do partido na convenção de semana que vem. A assessoria de Serra informa que ‘desconhece’ a eventual mudança de partido.

Recado prévio
A eventual (e potencial) migração de Serra para o PMDB também explica o discurso duro dos peemedebistas no último programa de TV em rede.

Volta pra casa
Serra também lançará mão do discurso de que apenas volta para casa. Ele já foi do MDB, nos anos 80, pelo qual disputou a Câmara de Vereadores e a Câmara federal.

Última chance
Serra repete para amigos que tem potencial para chegar à presidente. Além do recall das eleições, se compara a Lula: assim como o petista, ele precisa de uma terceira chance.

Silêncio no 13º
Estas segunda e terça foram atipicamente movimentadas no 13º andar do Senado. Lá fica o gabinete do senador Fernando Collor (PTB-AL), envolvido no escândalo da Petrobras. Assessores sequer estavam autorizados a confirmar se o parlamentar estava na Casa. É o mesmo clima de tensão e expectativa vivido pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, ex-apadrinhado de Renan Calheiros.

Próximo da fila
O senador Fernando Collor de Mello é o próximo da fila . . . no Supremo Tribunal Federal. Já está na mesa do ministro Teori Zavascki a liberação da denúncia contra o senador de Alagoas para análise do plenário da Corte. Collor se tornará réu acusado dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Caciques mineiros
Em Belo Horizonte agora existem quatro grupos políticos. Do prefeito Márcio Lacerda (PSB), do governador Fernando Pimentel (PT), do senador Aécio Neves (PSDB), e do deputado Alberto Pinto Coelho (PP).

Autofagia nos Janene
O posto de gasolina do sobrinho Aristides em Londrina (PR) quer receber da família o dinheiro de dívida do falecido tio José Janene (PP). Aristides Barion, filho da irmã de Janene, é dono do Auto Posto Tidã. Uma juíza de São Paulo não permitiu a entrada dele como credor no espólio da herança.

Tensão no MJ
O novo ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, está ciente de que deu um passo insuficiente para seguir à frente da pasta. Solicitou exoneração do cargo de procurador-geral de Justiça do MP da Bahia. Mas há quem aposte que já é tarde.

Vox Lula
Movimentos fiéis ao ex-presidente Lula iniciaram intensa campanha virtual para disseminar os resultados da pouco falada pesquisa Vox Populi. Para 65% dos entrevistados – o Instituto fala em 15 mil -, a ação da PF foi um exagero.

Protesto Deutsche Bank
Os mesmos movimentos – como Frente Brasil Popular, MST, CUT e UNE – batizaram os protestos de 13 de março como “Marcha Deutsche Bank”, em alusão ao berço trabalhista do líder do Movimento Vem para Rua, Rogério Chequer.

Voz das ruas
O clima de hostilidade contra parlamentares do PT e ministros do governo aumentou. O ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, passou por maus bocados em um restaurante de Brasília. Foi chamado de ladrão. O deputado Henrique Fontana (PT-RS) passou pela mesma saia justa ao ser taxado de “bandido”. “É preocupante essa onda de fascismo patrocinada pela oposição”, reclama o parlamentar gaúcho.

Ponto Final
“Apanhado pela Lava Jato, Lula conclama apoiadores para defendê-lo nas ruas”
Do jornal francês Le Monde

Com Walmor Parente e Equipe DF, SP e Nordeste
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