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Lista de cargos deixa aliados em alerta com Planalto

12:00 | 21/01/2016
A equipe da presidente Dilma no Planalto quer estrear fevereiro no Congresso sabendo quem é quem na ‘base governista’, se pode contar com os aliados, e vai cobrar a fatura para votações importantes. E, claro, para barrar o processo de impeachment. Segue em ritmo intenso o pente-fino, a mando de ministros, para identificar apadrinhados políticos que, discreta ou escancaradamente, apoiam o impeachment da presidente Dilma nas ruas e nas redes sociais. Listas circulam pela Esplanada dos Ministérios em meio à varredura já batizada de “macartismo petista”.

Um por todos..

Nessa estratégia palaciana não está descartada a tática do medo: pressionar deputados e senadores para votarem com o Planalto, com risco de perderem cargos importantes.

..todos por ela

Outra lista, esta bem atualizada, aponta os cargos de primeiro a terceiro escalões nas estatais, em Brasília e nas capitais, cedidos para os aliados. Dilma tem uma.

Fatura aberta

A lista dos apadrinhados surgiu após a constatação, em novembro, de que o Planalto não alcançou os 300 deputados-fiéis como especulava diante das benesses cedidas.

Apito com Dilma

Com os clubes falidos – por má gestão há décadas – a despeito do esforço de patrocinadores privados e dos governos federal e estaduais, a presidente Dilma decidiu se blindar de calotes. O Governo já ajuda com repasses da arrecadação da Timemania, com a recente renegociação facilitada das dívidas de impostos federais e com os patrocínios milionários da Caixa e do Banco do Brasil a vários grandes times.

Time escalado

Dilma oficializou o apoio para salvar o caixa dos times, mas envolvendo uma frente interministerial para fiscalização e cobranças. O Decreto 8.642, do último dia 19 de janeiro, criou a Autoridade da Governança de Futebol, sem custos.

Justiça vendada

Representantes de entidades que prometem centrar fogo contra o Caixa 2 de campanha nas eleições deste ano avaliam que o TSE e TREs deveriam tirar as “vendas” e agir com mais veemência em determinados casos de corrupção à luz dos olhos.

Gabinete das lamúrias

O gabinete do novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, virou destino de empresários que desabafam lamúrias. Com o cofre mais que apertado, Barbosa recebe em especial os industriais com discurso não muito convincente de reviravolta no cenário da economia.

Guerrilha virtual

A ordem dos movimentos que hasteiam bandeira do impeachment é intensificar táticas de guerrilha nas redes sociais. A autocrítica é de que a “desmobilização virtual” foi a grande responsável pela queda vertiginosa de público nas últimas marchas pelo Brasil.

Sem pressão

O presidente da Associação Nacional de Consultores Políticos, Carlos Manhanelli, aponta que não há impeachment sem pressão popular. Lembra que a queda do ex-presidente Fernando Collor iniciou nas ruas com os tradicionais caras-pintadas. “O clima das ruas está frio”, resume.

Referências

Manhanelli afirma que, além das denúncias que atingem em cheio figurões do governo e do PT, a grave crise econômica que afeta o País pode ser impulsionador do processo de impeachment. “Dê instabilidade política ao povo e ele devolverá com instabilidade política”, afirma o professor, em citação livre do escritor inglês Karl Marx.

O Lula de sempre

Frases curiosas do ex-presidente Lula, em coletiva a blogueiros simpatizantes do PT ontem em São Paulo: “Fecha os olhos trinta segundos e veja o que seria esse País sem o PT..”; “O PT vai ressurgir das cinzas como fênix, muito mais forte”; “Posso desistir de ser candidato (em 2018), mas jamais desistirei da política”.

Ponto Final

“Não tem uma viva alma mais honesta do que eu”

De Lula, que já se comparou a Cristo quando inquilino do Planalto.

Com Equipe DF, SP e Nordeste
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