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Impeachment sem fôlego

12:00 | 29/01/2016


Com o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), encurralado por graves denúncias, a oposição já admite que será difícil emplacar o impeachment da presidente Dilma Rousseff via Congresso. A aposta oposicionista mais viável é centrar fogo na cambaleante política econômica do Governo e incendiar as CPIs; em especial, a dos Fundos de Pensão, onde já há requerimentos para ouvir o chefe da Casa Civil, Jaques Wagner. O reencontro do Conselho Econômico e Social foi jogada de mestre da presidente para se blindar junto a empresários, banqueiros e movimentos sociais.

Lula com Bulhões?

Circula no meio jurídico que o ex-presidente Lula acaba de contratar o criminalista Nabor Bulhões, um dos mais renomados do País, para se defender antevendo problemas na Lava Jato. Oficialmente Lula e Bulhões negam.

De novo, o PT

Tal como seu antecessor, Joaquim Levy, o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, já prepara o staff e a paciência para lidar com as mesmas ladainhas do Partido dos Trabalhadores. Foi um dos assuntos principais da reunião da Executiva da legenda.

Mais do mesmo

Em resolução que parece reescrita, o partido recomenda a Barbosa, antes de fritá-lo: “Mudanças que estimulem a retomada do desenvolvimento a partir da ampliação do investimento público, oferta de crédito produtivo, elevação da renda e geração de empregos, essa última tida como prioridade.”

Tentativa de paz

Preocupada com o distanciamento do Planalto dos movimentos sociais, em especial do MST, a Executiva do PT prega a reconciliação: “Para liquidar esta ofensiva (da oposição) o governo e o PT precisam recompor laços políticos e sociais com nosso bloco histórico de sustentação, formado centralmente pelos trabalhadores do campo.”

Dinheiro vence

Doze anos depois da Chacina de Unaí, quando quatro funcionários do Ministério do Trabalho foram assassinados, os mandantes e intermediadores do crime - Antério e Norberto Mânica; Hugo Pimenta e José Alberto de Castro - continuam em liberdade, mesmo sentenciados. Os irmãos Mânica seguem mandando na cidade e ampliando fortunas no agronegócio. Beneficiados pelo frouxo Código de Processo Penal.
Magistrados vigilantes

Depois dos delegados e agentes, foi a vez dos juízes apontarem suspeita de manobras políticas para limar investigações contra a corrupção usando o contingenciamento do Orçamento dos órgãos. Após encontro com magistrados chefes de seccionais dos Estados, Antônio Bochenek, presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), soltou nota dura revelando que a classe está em alerta contra boicotes à Justiça.

Temei, corruptos

Ele aponta corte de 30% do Orçamento para este ano como preocupante. No texto, Bochenek lembra a “nova realidade que começa a quebrar velhos paradigmas e transformar a percepção da sociedade sobre a punição dos corruptos”, e garante que os juízes federais (hoje Sérgio Moro em destaque) “sempre defenderão a missão de julgar e distribuir justiça, sem ceder a qualquer tipo de intimidação ou pressão”.

União elétrica
Mais de 500 sindicalistas ocuparam na terça a Praça dos Três Poderes, em frente ao Planalto, contra a privatização da Companhia Energética de Goiás Distribuição (Celg). “O PSDB e o PT estão de mãos dadas em Goiás. É um absurdo! O governo fala de golpe, mas nós estamos sendo golpeados com essa privatização”, bradou um dos lideres.
Zika no ‘Le Monde’
Um raio-x vigoroso e alarmante do avanço do Zika Vírus no Brasil. Foi o que apresentou aos leitores de todo o mundo o jornal francês Le Monde. O entrevistado foi Antônio Nardi, secretário de Vigilância em Saúde da pasta. Disse o óbvio: “Estamos do diante do desconhecido.”


Com Equipe DF, SP e Nordeste
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