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BNDES financia jatinho a "juro ultraleve", mas demanda cai

12:00 | 26/01/2016
Mesmo na crise econômica no País o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) é procurado por empresários para financiamento de jatinho executivo, um luxo bancado a juro camarada. Mas a turma caiu na real e a demanda, idem. Segundo o BNDES, foram desembolsados R$ 29,3 milhões para apenas três compras em 2015. Em 2014, os empresários eram mais animados: 24 deles pegaram no bancão R$ 336 milhões para adquirir aviões e helicópteros.

Juro ultraleve

A taxa da linha é composta por misto de TJLP e moeda de mercado: o BNDES financia até 85% - deste índice, 70% em TJLP e 30% em moeda de mercado, a 1,5% ao ano.

Passeio puro

Embora o BNDES informe que o “objetivo é o fortalecimento da indústria”, a grande maioria das aeronaves é para passeio familiar e uso pessoal, não para as empresas.

Aviões nacionais

O BNDES empresta o dinheiro pelo Financiamento de Máquinas e Equipamentos (Finame), mas apenas para aeronaves produzidas no País. A Embraer é líder.

Mais do mesmo

A presidente Dilma já baixou a ordem aos ministros e auxiliares para tentarem emplacar temas positivos da agenda do Governo na última semana do recesso do Congresso. Ela antevê que os holofotes estarão voltados para o processo de impeachment e escândalos que envolvem congressistas.

Começou mal

Mas a cúpula do Governo não fala a mesma língua. Enquanto o chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, alardeia “êxito” para conter a proliferação do Aedes aegypti, o colega Marcelo Castro, ministro da Saúde, joga um balde de água fria: “O Brasil está perdendo a guerra contra o mosquito. Vivemos uma verdadeira epidemia.”




Paris é uma festa

Um dos advogados que assina o manifesto da classe contra a operação Lava Jato, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, parece viver (literalmente) em outro mundo, onde a Petrobras não foi assaltada: “Todos os meus clientes são inocentes. Por isso estou em Paris”, disse recentemente, em tom irônico.

Alô, Planejamento!

Os Analistas-Tributários da Receita Federal espalham que vão parar as atividades hoje e amanhã, no aguardo de proposta de reestruturação salarial.

Xadrez à espera

Solto há dias por benevolência do STF, o publicitário Ricardo Hoffmann deve usufruir poucos dias de liberdade. Já é dada como certa sua volta ao xadrez. Não foi só na Caixa e no Ministério da Saúde que Hoffman operou para fazer muito dinheiro e agradar padrinhos políticos. O esquema do intempestivo “publicitário-lobista” também deixou rastros de sujeira no Tribunal Superior Eleitoral.

Fachada

Hoffmann era diretor da agência Borghi-Lowe, que lacrou as portas em Brasília depois do escândalo. O publicitário comandava contratos com Ministério da Saúde e com a Caixa e direcionou mais R$ 1 milhão ao ex-deputado e ex-secretário de Comunicação do PT André Vargas, que atualmente comanda o jogo de Buraco na cela da PF.

Salvando vidas..

A Força Aérea Brasileira informa que em 2014, segundo dados do Sistema Nacional de Transplantes, foram transportados de avião 2.486 dos 23.226 órgãos transplantados no País. “Em média são realizados 20 transportes de órgãos por dia em aeronaves. A lista inclui órgãos como coração, rim, pulmão e fígado, além de tecidos como córnea e pele”.

..No ar, na terra

Em 2015, a FAB realizou 42 missões de transporte de pacientes e órgãos em todo o País. No ano passado, somente na região de Brasília foram transportados seis corações para transplante.


Com Equipe DF, SP e Nordeste
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