PUBLICIDADE
Notícias

Para barrar impeachment, PMDB e Planalto rifam Padilha

12:00 | 08/12/2015
Os ‘hangares’ do Poder sabem os motivos partidários alegados pelo ex-ministro Eliseu Padilha para deixar a Secretaria de Aviação Civil. Ele não suportou a pressão da bancada do PMDB da Câmara, que está de olho na vaga desde a minirreforma ministerial. A presidente Dilma, ministros do Palácio e o vice Michel Temer enviavam sinais velados a Padilha. Com sua saída, Dilma tenta agora conquistar os oito votos do PMDB para matar na comissão especial o processo de impeachment. Ela quer entregar a SAC a um deputado do partido. O líder Leonardo Picciani já sonda os nomes.

Conta outra
A oposição espalha que a saída de Padilha é sinal de que Temer articula contra Dilma. Não é. Foi trato de todos para aliviar a barra. Só Padilha perdeu.

Cargos & emendas
Até o início da noite foi um entra e sai de líderes da base governista no Planalto. Os destinos eram os gabinetes de Jaques Wagner (Casa Civil) e Berzoini (Governo).

Balança
Por ora a comissão especial tem 20 nomes. Pelo cenário de composição de partidos, há leve vantagem para que o processo passe na comissão. Daí a barganha correndo solta.

Família do barulho!
Nunca o PMDB dos Picciani teve tanto Poder por conta da conjuntura. O curioso é que a família do Rio fez campanha aberta para Aécio Neves na eleição de 2014. Inclusive o atual líder, Leonardo, que virou novo amigo de infância da presidente Dilma. Ela sabe de tudo, mas precisa deles. Para derrubar o processo e enfraquecer Eduardo Cunha.

Peso três
Em tempo, o pai de líder na Câmara, Jorge, é o presidente da Assembleia do Rio, amigo de Lula e manda-chuva da legenda no Estado. Outro filho, Rafael, foi eleito deputado estadual campeão de votos. Leonardo ganhou dois ministérios recentemente. Terá outro.

Armas em punho
O líder do PT na Câmara, Sibá Machado (AC), admite que ele e os sete colegas da legenda na comissão do impeachment estão preparados para a “luta”: “Não vai ser simples”, confessa o petista.

Bobo da corte
Sem voz no PT, o deputado Henrique Fontana (PT-RS) só faz reclamar: “Esse processo não tem legitimidade. Foi deflagrado por um dos políticos mais corruptos do Brasil”.

Pós-Eduardo
O PSB subiu no muro. Declarado oposição no Congresso, agora quer pensar sobre Dilma. O presidente Carlos Siqueira marcou para amanhã reunião na Executiva.

Perdida no tiroteio
“Alguém disse que ele falou; só falo se ele se manifestar publicamente”, diz a senadora Gleise Hoffmann (PT-PR), perdida no tiroteio verbal, sobre a declaração do vice-presidente Michel Temer de que a presidente Dilma “nunca confiou” nele.

Terrorismo eleitoral
Os mandatários da Bolívia e Venezuela fazem terrorismo nas TVs e rádios. Nicolás Maduro: “Preparem-se para um massacre se o bolivarianismo for derrotado”. O vice-presidente da Bolívia, Alvaro Linera, roda a Bolívia repetindo que se Evo não for reeleito (ininterruptamente como quer) o “sol vai se apagar”, conforme vídeo recebido.

Cá, como lá
Por aqui, o simpatizante Luiz Inácio, ex-presidente, já soltou que pode conclamar o Exército de Stédile, o dirigente-mor do MST, às ruas. Lula sabe o que diz. O PT é acusado de financiar os sem-terra na invasão da fazenda do senador Eunício Oliveira (PMDB) em 2014, para desestabilizar sua campanha ao Governo do Ceará. Deu certo.

Lenha na fogueira
O Clube Militar do Rio inaugurou o “Monumento dos Militares Perseguidos”, na Cinelândia, no coração da capital.

Mega espanhola!
Se o nobre leitor acha muito o prêmio da Mega da Virada, não conhece o da loteria espanhola. Lá, a ‘Mega’ deles pagará R$ 2,24 bilhões a quem acertar o prêmio de Natal.

É feia a crise
Um jornal da Noruega, terra do bom ‘velhinho’, matou o papai Noel em editorial publicado equivocadamente.

Ponto Final
“Não só confio como sempre confiei”

Da presidente Dilma, sobre o vice Michel Temer

Com Equipe DF, SP e Nordeste
TAGS