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O trato, ou o abraço dos afogados

12:00 | 20/10/2015
No melhor cenário de ‘tudo combinado, nada resolvido’, e numa alta desconfiança mútua, a presidente Dilma – através do interlocutor Jaques Wagner (Casa Civil) – e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), esperam um do outro sinais de que vão cumprir a palavra e se salvar. A despeito da revelação das contas na Suíça, Cunha quer garantia do Planalto de que terá os votos do PT a seu favor em eventual processo no Conselho de Ética ou até no afastamento, em plenário. Em contrapartida, apesar das maquiagens nas contas, Dilma quer que ele enterre os pedidos de impeachment dela.

O teste
Cunha está em desvantagem. Terá de mostrar primeiro se está disposto a arriscar: se engaveta esta semana o principal pedido, do PSDB, assinado por conceituados juristas.

I bambini
Cunha fez chegar recado a Dilma: ele culpa o ministro José Cardozo (Justiça) e o PGR Rodrigo Janot pelo seu inferno na denúncia na Lava Lato. Que ela ‘controle’ a dupla.

O recado
‘Vocês me colocaram nessa, então vocês têm como me tirar’, teria sido a frase que chegou a Dilma. Cunha nega veementemente que esteja negociando com o Planalto.

Desenterro dos ossos
A juíza Solange Salgado, da 1ª Vara Federal em Brasília, ordenou que o Grupo de Trabalho do Araguaia, da Secretaria de Direitos Humanos, realize novas expedições à região Norte do Tocantins para resgatar os corpos de dois guerrilheiros mortos. É caso histórico. A revelação da localização das covas foi feita pelo Major Curió, o algoz da Guerrilha na ditadura, em depoimento revelado pela Coluna há dias.

40 anos depois
Após 40 anos, os parentes vão poder velar Antônio Theodoro Castro, codinome Raul, e Cilon Cunha Brum, o Simão. Segundo relatos de camponeses à advogada Mercês Castro, irmã de Theodoro, eles teriam sido executados juntos, em abril de 1974, pelo Capitão Curió – e este só confessou a execução no depoimento há dias.

Esqueletos nos armários
A juíza determinou também que a PF investigue o sumiço de ossos de guerrilheiros do Araguaia, desenterrados em expedições passadas, transportados aleatoriamente por ex-militantes em caixas que se desviaram entre salas do IML, UnB e Ministério da Justiça.

Fogo no Luleco
O boneco inflável Lula Pixuleco sofre um atentado em frente à residência oficial do governador Fernando Pimentel (MG) no sábado. Um grupo petista tentou queimá-lo.

Ministro no Inca
O ministro da Saúde, Marcelo Castro, visitará o Instituto Nacional do Câncer dentro de duas semanas. Vai se reunir com especialistas a convite do deputado Leonardo Picciani.

Olho grande
O Planalto está de olho em parte da bolada. O contrato estava no prelo e o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, pediu ‘mais tempo’ para dar ‘olhada técnica’ na Resolução 15/15 do Senado, dos senadores Crivella e Rose de Freitas (PMDB-ES), que autorizou venda antecipada dos royalties de petróleo para o banco Chase Manhattan.

Chegou o Natal!
Com o acordo, o banco americano vai pagar à vista R$ 5 bilhões pelos royalties que os Estados produtores e os municípios vão receber só ano que vem da Petrobras. É cash na conta, meio a meio para governadores e prefeitos.

Condomínio da patota
O escritório do relator da CPI da Petrobras, Luiz Sérgio (PT-RJ), fica no Edifício De Paoli, Centro do Rio. Curiosamente onde Eduardo Cunha e a UTC Engenharia têm suas salas. O petista é acusado de manter por dois anos funcionária fantasma na base.

Como assim?
O Sindicato dos Auditores da Receita Federal, com categoria em greve, recebeu carta do diretor da Receita, Jorge Rachid. Questionou o que querem dizer com manter ‘serviços essenciais’ ao anunciarem a paralisação. Para Rachid, todo o serviço é essencial.

Network da Arte
Artesãos de todo o país participam, até amanhã, da sétima edição do Congresso Nacional dos Trabalhadores Artesãos do Brasil em Natal (RN).

Ponto final
Nunca os dois presidentes dos Poderes dependeram tanto um do outro diretamente para sobrevivência política.

Com Equipe DF, SP e Nordeste
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