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O Estado do MST?

12:00 | 29/09/2015
Um curto-circuito toma conta da relação entre a bancada federal – associada ao Governo do Amapá – e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), envolvendo a transferência das terras da União para o Estado. O deputado Marcos Reategui (PSC-AP) acusa o órgão de planejar a formação de assentamentos nestas terras para atender a todos os acampados em vários Estados do Brasil, resolvendo assim o problema atual da reforma agrária, com a migração das famílias. O Incra nega que haja plano oficialmente, mas informa que não descarta assentamentos na região.

Rascunho do mapa
A transferência das terras começou em 1988 com a nova Constituição e pretende se encerrar neste ano. Os políticos temem que o Amapá se torne no Estado do MST.

Cercas federais
Pelo menos 74% das terras transferidas foram para o Parque Tumucumaque. A bancada teme que não sobrem terras para ‘o desenvolvimento econômico’.

Sem pauta
O Incra afirma que há um grupo de trabalho para regulamentar as terras, e que o tema não entrou em pauta. E informa que não há sugestão de nova colonização na região.

Temer leva bolo
O clima anda tão pesado entre o vice Michel Temer e a presidente Dilma que ela não telefonou para ele em seu aniversário na quarta passada. Anos anteriores, os cumprimentos eram pessoais – apenas 50 metros separam o gabinete dela do anexo da Vice Presidência. “A presidente Dilma se esqueceu”, desconversou Temer para amigo.

Patota ligou
É caso preocupante para o cenário atual em que os comandantes em chefe da nação precisam se afinar contra a crise. Eduardo Cunha, o ministro Henrique Alves (Turismo), os senadores Romero Jucá e Garibaldi Alves (mesmo acamado) telefonaram.

Dupla afinada
Enquanto falta afinação entre Temer e Dilma, Eduardo Cunha e o apadrinhado para o Ministério da Saúde, Manoel Junior (PMDB-PB), andam carne e unha. Relator, Manoel deu parecer favorável à PEC de autoria de Cunha que proíbe ‘tramitação de projetos que impliquem em aumento de despesa no período eleitoral’. Vai passar fácil.

Neoverdes
O senador Randolfe vai levar pelo menos 10 conhecidos nomes do Amapá para a Rede de Marina Silva, na qual se filia esta semana. São candidatos a prefeitos no Estado.

Me tira daqui!
Joaquim Levy pediu para sair do Governo. Foi Luiz Trabuco, presidente do Bradesco e seu padrinho na indicação, quem o segurou por alguns meses. Dezembro é o prazo.

Censura no séc. 21
Quando as forças (do mal) se unem, tudo anda rápido no Congresso Nacional. O projeto de lei 215/15 precisou de apenas sete meses para chegar à CCJ, a principal comissão, e dali já pula para o plenário em breve. É de Hildo Rocha (PMDB-MA), que ‘Pune os crimes contra a honra praticados nas redes sociais’. É censura pura!

Todos em casa
Em tempo, Hildo Rocha é amigão do peito do ex-senador José Sarney, que atuou forte na Justiça Federal para censurar por mais de ano publicação do Estadão sobre Fernando Sarney alvo da operação Boi Barrica da PF.

Troféu do Ano
2015 nem acabou mas o Troféu Cara de Pau do Ano vai para o PT. Com quadros envolvidos em corrupção, em baixa na sociedade, perdendo mandatários para outros partidos, tenta se esquivar da má gestão. Agora, numa carta pública, põe a culpa de toda a crise no ministro da Fazenda.

Apostas à mesa
A Câmara instala hoje Comissão Especial para debater a criação do ‘Marco Regulatório dos Jogos no Brasil’. É a opção encontrada para aumentar a arrecadação sem precisar ressuscitar a CPMF. A volta dos cassinos e bingos está em alta e bem aceita.

Que democracia!
O Itamaraty se calou, ao contrário de outros Países, sobre a condenação de Leopoldo López a 13 anos de prisão em regime fechado. Seu crime? Protestar contra dos desmandos do presidente Nicolás Maduro, da Venezuela. López seria candidato.

Ponto Final
Enquanto isso, Evo Morales, da Bolívia, já discute com aliados seus quarto e quinto mandatos.

Com Equipe DF, SP e Nordeste
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