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Transações Miami-Assunção entregaram esquema

12:00 | 29/05/2015

Há anos o departamento de Justiça dos Estados Unidos vem monitorando as transações financeiras da Traffic, de J.Hawilla, o vilão da operação do FBI na FIFA. Foram as operações entre a conta da empresa, no Delta Bank de Miami, com a conta da Conmebol, no Banco do Brasil em Assunção, que chamaram a atenção dos investigadores pelos altos valores. Foram transferidos para o Paraguai US$ 49 milhões entre 2004 e 2011. Os promotores ficaram curiosos com as operações para a tríplice fronteira do Sul. Segundo inquérito da promotoria criminal de Nova York, foram valores para compra de direitos de transmissão e pagamento de propinas a dirigentes.


Na mão
O inquérito de 164 páginas está no site da Coluna. Foram US$ 12 milhões em 2004, US$ 3 mi em 2006, mais US$ 12 mi em 2007, US$ 5 mi em 2010, US$ 17 mi em 2011.


Follow the money
O volume de transações foi tão alto até ano passado que o FBI cercou Hawilla em Miami e o pressionou a entregar o esquema. Ele está retido nos EUA e usa tornozeleira.


Versão confirmada
A tese de membros da CBF citada ontem na Coluna foi confirmada pelo advogado de Hawilla. Pego pelo FBI, ele passou as informações. Foi o pivô de toda a operação.


Campeões do glossário
No inquérito o ex-presidente da CBF José Maria Marin foi citado 23 vezes; a Traffic tem 222 registros; CBF mencionada 35 trechos. E há detalhamento das transações.


Doações sem digitais
Há uma derrota para a transparência nas eleições na doação de empresas apenas para comitês de campanha. Como está na reforma, os interesses privados entrarão para valer no jogo político. Com a doação para o partido e o repasse deste para a campanha do candidato, perdem-se ‘as digitais’ de cada setor financiador dos mandatários.


Interesse$ camuflados
Se o projeto passar assim na reforma política, perderá a força o questionamento sobre decisões suspeitas em relatórios ou votos de parlamentares que beneficiem determinados setores. Simplesmente porque o ‘financiamento de interesse’ das empresas para políticos estará camuflado na doação para os partidos.


Vitória tripla
Em suma, é a doação sem rastros. Além disso, não há ferramenta que iniba a continuidade do caixa 2 para os candidatos e partidos. E por fim, o aumento significativo do fundo partidário completa uma vitória tripla para todos.


Vendeta
A CPI da CBF no Senado é vingança pessoal de Romário contra Ricardo Teixeira. Ele não o perdoa quando foi excluído da Copa de 98 a mando do então

presidente da CBF.
Guerra fria (no campo)
Vladmit Putin, o presidente da Rússia, sede da Copa de 2018, propala que o FBI fere a soberania dos países e a entidade. Acha que querem pegá-lo. Mas quem não deve..


Espiada
O deputado Otávio Leite (PSDB-RJ), relator da MP 171 sobre refinanciamento da dívida fiscal dos clubes de futebol, entrega seu relatório dia 6. Mas pediu oficialmente à Embaixada dos EUA uma tentativa de acesso às investigações sobre a CBF.


Puxa-saco & vira-casaca
Foi o vice-presidente da CBF para o Sul, Delfim Peixoto, pai da ideia de batizar a sede da entidade com o nome de José Maria Marin – cujo letreiro foi retirado. Ontem, o ex-bajulador não perdeu tempo: se disse disposto a assumir a direção se Marin for afastado.


Freou tarde
Bateu um desespero na bancada do PSDB com a aprovação na Câmara do fim da reeleição para cargos majoritários. Ontem tentaram frear, em vão. A proposta defendida por Aécio Neves, que quer chegar ao Planalto, é que valha só para a eleição de 2022.


Batalha..
Uma entidade católica de Brasília, o ProVida Família, e o advogado Paulo Fernando Melo, seu representante, pretendem requerer na Justiça a demissão do professor Diaulas Ribeiro da diretoria de Direito da Católica de Brasília, por ele defender o aborto.


..ideológica
Segundo o ProVida, a posição de Diaulas vai contra os princípios da mantenedora da UCB. A CLT é clara: empregado não pode depreciar o empregador. O caso deve chegar ao Vaticano. O diretor da faculdade não se manifestou até o fechamento desta edição.


Novelão
Reapareceu numa agência o livro encomendado pelos Correios por cidadão de Brasília, que aguarda há mais de três meses. A estatal chegou a avisar que seria reembolsado.


Ponto Final
‘Quem contrata com o poder público não pode ter segredos’
Do ministro do STF Luiz Fux, numa frase que pode ser uma direta para o caso dos sigilos do BNDES.

Com Equipe DF, SP e Nordeste

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