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Um dia para esquecer na História da Justiça

12:00 | 30/04/2015
A despeito do mérito dos habeas corpus julgados pela Segunda turma do STF, que resultou na libertação dos empreiteiros detidos, faltou bom senso aos ministros para os apelos do juiz Sérgio Moro – e faltou afinidade entre as instituições, independentemente de instâncias, em prol de um resultado histórico. A soltura vai afetar em cheio a Operação Lava Jato e pode inibir a descoberta dos grandes corruptos dentro e fora do Governo. Em 2003, os juízes Lívio Pepino (Itália, Operação Mãos Limpas) e Baltazar Gárzon (Espanha, combate à corrupção) disseram a este repórter que o baque no crime organizado em seus países só deu certo pela união entre as instituições.

Lá e cá
A afinidade que ocorreu na Espanha e Itália, e que faltou no Brasil entre o STF, Justiça Federal, MP e a PF, alcançou relativo sucesso em operações seguidas na Europa.

Na dúvida..
No pacotão da reforma política, o PL 1169/15 do federal Gaguim (PMDB-TO) altera a lei eleitoral e determina a recontagem física de votos, para casos autorizados pelo TSE.

Revolta na Câmara
Revolta na Câmara. O presidente Eduardo Cunha baixou o Ato da Mesa que obriga oito horas de trabalho – duas a mais – para diversas categorias de servidores. Tudo começou numa encrenca entre o líder do PHS, Marcelo Aro, com o então chefe do Centro de Informática (Cenin), Luiz Antônio Souza, e o diretor-geral Sérgio Sampaio.

O estopim
O líder do PHS requisitou ao Cenin servidores para a liderança, mas teriam de trabalhar 8h/dia, e recusaram. Ofendido, o deputado levou o caso ao presidente Eduardo Cunha – que decidiu exonerar o chefe do Cenin, Luiz Antônio, por defender os subordinados.

Resultado
Tudo combinado, nada resolvido – ficou pior: Ninguém foi cedido ao PHS, Aro ficou mal na fita, Cunha perdeu simpatia dos servidores pelo Ato e o Cenin perdeu Luiz Antônio, dos melhores quadros efetivos da Câmara, que atuará como técnico legislativo.

Leitura (des)obrigatória
Renan Calheiros presenteou ontem alunos da FGV com um Best-seller – a prestação de contas da sua administração em 2014. Pelas bocas torcidas, notou-se o constrangimento.

O músico
Em entrevista à Revista Grão, que sai hoje, o ministro Luiz Barroso (STF) revelou que, se não jurista, seria músico. Na infância foi vizinho de Cazuza em Paty do Alferes (RJ).

#tobravo!
O presidente do Senado, Renan Calheiros, avisou aos diretores das centrais sindicais que vai cobrar uma posição da presidente Dilma sobre as MPs 664 e 665 – que mudam os prazos para acesso aos benefícios trabalhistas. Soltou que não dá para Dilma ficar neutra e empurrar a responsabilidade para o Congresso.

Haja estômago
Os ministros Henrique Alves (Turismo) e Eliseu Padilha (Aviação) repetiram pelo menos quatro pratos, cada, no jantar do PMDB da Câmara no apartamento de Newton Cardoso Jr (MG), na terça. Para não desagradar aos retardatários que sentavam às mesas

Promoters
Newtinho, o anfitrião, ficou feliz com o prestígio. Recebeu 50 deputados. Virou concorrente de Fabinho do PV (MG), que promove os mais badalados jantares para os parlamentares – e vez em quando bate ponto na Câmara como deputado.

Esplanada Social
Ilustres excelências se esbaldaram no aniversário da nova dona do restaurante Piantella, Valéria, domingo no Lago Sul – esposa do advogado Kakay. Mariana Aydar fez até sisudos sacudirem, como Marta Suplicy, futura Sra. PSB, e o marido Márcio Toledo.

Na praça
O presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros, Antônio Neto, escolheu BH para fazer barulho. Lança amanhã a campanha nacional contra as MPs 664 e 665.

Será mesmo?
Dona Dilma precisa afagar Renan. Quem saiu da reunião dele com as centrais sobre as MPs 664 e 665, como Ricardo Patah (UGT), está assustado com o tom beligerante.

Ponto Final
‘As limitações acabam facilitando a imunidade dos corruptos’.
Baltazar Garzon, em entrevista ao repórter, em 2003

Com Equipe DF, SP e Nordeste
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