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Com mania de espionagem, senador intimida deficiente

12:00 | 31/07/2014
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A cena flagrada pelas lentes de populares não deixa dúvidas. Visivelmente irritado, o senador Eduardo Braga (PMDB), candidato ao governo do Amazonas, desce de uma picape e parte para cima de um fotógrafo que o filmava. Há semanas Braga confidenciou à equipe que desconfiava de espionagem. O senador deu uma gravata no jovem (o candidato nega, diz que foi um abraço – muito longo) e um assessor tentou arrancar num forte golpe o equipamento. Não era espião. Era Joel Reis da Silva, um deficiente mental que acabara de ganhar o aparelho de presente da mãe e o curtia.

Resposta nas redes
O caso aconteceu há poucos dias em Maraã, e após o efeito bombástico na região e Manaus, Braga publicou em redes sociais que tentou defender o jovem de agressor.

Efeito Santander
Os bancos privados não estão para brincadeira. Fazem trackings (pesquisas) diários para avaliar a situação de cada candidato a presidente no cenário econômico.

Voto a voto
Aécio Neves e Dilma Rousseff partirão para agenda forte no Nordeste nas próximas semanas. Eduardo Campos priorizará o Sudeste, confiante no seu nome na terra natal..

Tempo de preparação..

Se Fernando Pimentel, o candidato do PT ao governo de Minas, aparece com índices otimistas no Estado dominado pelo PSDB, deve principalmente ao trabalho de três anos do deputado federal Reginal Lopes (PT). De aviãozinho, carro ou barco, Lopes rodou dezenas de cidades nos fins de semana.  

.. e o tempero
As excursões de Lopes eram para cidades medianas – de até 50 mil habitantes – e os encontros, a convite de moradores, deram-se em associações comerciais, sindicatos, empresas, templos evangélicos e salões paroquiais. O foco do discurso era desconstruir a imagem de Aécio Neves e seu séquito, apontando falhas na administração tucana.

Homem do futuro
O candidato ao governo de Pernambuco pelo PSB, Paulo Câmara, foi apelidado de ‘candidato Franquia’. Sem propostas, apoia-se na imagem e citações ao padrinho Eduardo Campos – que o deixou à própria sorte no Recife.

Epa, Epa

Diz ser o candidato do futuro e que vai fazer em quatro anos o que não foi feito em oito – justamente o tempo de gestão de... Campos no governo.

Memória
De um analista sabedor das armadilhas do sistema eleitoral brasileiro, para evidenciar o quanto a reforma política de fato precisa ser feita: Em 1960, Jânio Quadros foi eleito presidente com 5,6 milhões de votos (48,27%). Votava-se também no vice, e  João Goulart foi eleito com 4,5 milhões (36,1%). Jânio governou por sete meses e renunciou. Assumiu Goulart. Os militares foram contra e 1964 veio o Golpe.

Ou seja
De lá pra cá, não se vota mais no vice-presidente, no vice-governador e no suplente de senador, três cargos dos mais importantes na política atual.

Ponto Final

Gravador e filmadora perto de político é um perigo.

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