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TACV caminha para reestruturação

07:30 | 10/03/2016
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A imprensa de Portugal, citando fontes da TACV – Transportes Aéreos de Cabo Verde, diz que a empresa vai despedir um quarto dos trabalhadores a fim de reduzir o endividamento e tornar a empresa mais atrativa para possíveis investidores.

Do Brasil, a empresa tem voos semanais partindo de Fortaleza e Recife com destino à ilha africana e conexões para Lisboa e vários países da Europa.

Os jornais portugueses citam declarações do presidente executivo da TACV à agência 'Reuters', João Pereira Silva, em que ele afirma que o plano de reestruturação a ser executado passa pela eliminação de 120 postos de trabalho de um total de 510, medida que se destina a "reduzir o tamanho da equipe para tornar a empresa mais rentável".

No início de fevereiro, a Abav do Ceará, entidade que reúne os agentes de viagens no Estado, emitiu um comunicado aos associados em que o diretor da TACV no Brasil, José Luís Sá Nogueira, esclarece os investimentos e os interesses da aérea no mercado brasileiro e em particular no Nordeste.

No texto, Sá Nogueira falou sobre um receio do mercado quanto à falência técnica da companhia aérea. "Tais notícias têm sido veiculadas de forma a fazer crer ao público que a empresa corre o risco de fechar, o que não corresponde a verdade e está longe do trabalho que vem sendo desenvolvido na empresa", disse o dirigente.

Ele esclareceu ainda sobre as medidas de reestruturação que vem sendo tomadas e disse que a TACV iniciou em 2015 uma forte aposta no mercado brasileiro, abrindo dois novos voos para Recife e Natal, e uma segunda frequência para Recife e Fortaleza. "Esta tendência de expansão e consolida a TACV no mercado do Brasil, sobretudo do Nordeste, e abertura de novas conectividades para Europa (Lisboa, Paris e Amsterdam), são provas da aposta da TACV em relação ao mercado do Brasil", ressaltou o executivo.

Essa especulação sobre a falência da empresa veio à tona para explicar o episódio envolvendo duas aeronaves da frota a TACV que, no mês de fevereiro, foram arrastadas na Holanda, depois de a AerCap, uma empresa de locação de aviões, ter apresentado uma queixa para reaver uma dívida de US$ 2,45 milhões.

Ainda sobre o trabalho de reorganização da TACV, a edição online do jornal de Cabo Verde 'A Semana' publicou que duas empresas internacionais estão trabalhando na avaliação econômico-financeira da aérea e, também, devem propor um programa de reestruturação. De acordo ainda com o jornal, até o final do próximo mês de abril os dossiês estarão fechados para que o novo governo de Cabo Verde, cujas eleições acontecerão em 20 de março, tenha informações para decidir sobre o futuro da empresa, se continuará estatal ou se será privatizada.

Bandeiras portuguesa, brasileira e chinesa nos aviões da TAP

Os acionistas da TAP aprovaram, na terça-feira, um empréstimo de 90 milhões de euros, que pode chegar a 120 milhões. Esse novo aporte de recursos provém do grupo chinês HNA, que atualmente é acionista da transportadora aérea brasileira Azul, onde detém cerca de 24% do capital da empresa.

Isso quer dizer que o investidor chinês poderá passar a ser um acionista indireto da TAP, com base neste empréstimo, já que as obrigações podem ser convertidas em capital. Segundo a imprensa de Portugal, a Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) já autorizou a operação financeira.

Atualmente, a participação societária da TAP é composta pelo consórcio privado Atlantic Gateway (que detém no momento 61% do capital), e pelo governo de Portugal que controla 39% da aérea. O consórcio Atlantic Gateway é constituído majoritariamente pelo empresário português Humberto Pedrosa e pelo sócio norte-americano e também cidadão brasileiro, David Neeleman, CEO e fundador da Azul Linhas Aéreas. A propósito, a Azul é intermediária do grupo chinês HNA para a concretização do financiamento na TAP.
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