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Ainda não há restrições de viagens devido ao vírus zika, diz OMT

08:54 | 04/02/2016
Segundo a Organização Mundial de Turismo, apesar de o vírus zika ter sido decretado uma emergência mundial, não foram implementadas ainda restrições nas viagens para as áreas afetadas. O comunicado, emitido esta terça-feira, 2 de fevereiro, ocorreu um dia após a OMS ter declarado a proliferação do vírus zika como uma "emergência mundial". A OMT indica ainda que os passageiros devem ser informados "com dados atualizados sobre os riscos e as medidas adequadas para reduzir a possibilidade de exposição às picadas do mosquito" e que os aviões e aeroportos devem seguir as medidas de desinfecção recomendadas pela OMS. Segundo a organização, é ainda demasiado cedo para avaliar corretamente o impacto no setor, devido à evolução constante da situação. Com o rápido aumento do número de infectados devido à pisada do mosquito que transmite a doença, companhias de aviação, hotéis e operadores de cruzeiros com atividade ou ligações ao Caribe e América Latina enfrentam o receio crescente dos turistas, segundo noticiou as agências de notícias internacionais. Apesar da recomendação da OMT, a indústria do turismo já está reagindo à proliferação do vírus Zika. Com o rápido aumento do número de infectados, companhias de aviação, hotéis e operadores de cruzeiros com atividade ou ligações nas regiões afetadas enfrentam o receio crescente dos turistas. Segundo divulga a imprensa internacional, várias companhias aéreas, como a norte-americana United ou a LATAM, a maior transportadora aérea daquela região, baseada no Chile, estão deixando os passageiros com destino às regiões afetadas cancelar os seus bilhetes e reaver o dinheiro ou mudar as datas das viagens. Em relação às empresas aéreas brasileiras, TAM, Avianca e GOL indicam que não estão sendo afetadas pelo impacto nas reservas devido às preocupações com o Zika. De acordo com os jornais de Portugal, o mesmo cenário é traçado pela TAP. Fonte oficial da companhia portuguesa, que tem voos para o Brasil e para a Colômbia, assegurou que "em termos de reservas, não é perceptível qualquer variação atribuível ao vírus Zika". Quanto às empresas de cruzeiros Norwegian e Carnival vão permitir às grávidas que remarquem as suas viagens ou as troquem por cruzeiros para destinos mais seguros, ainda que não haja no momento muitos pedidos.
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