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Acabou a época do faturamento fácil para os agentes de viagens

12:58 | 21/01/2016
O momento atual não está bom para ninguém. Mesmo para os empresários do segmento de viagens que, com a economia em crise, desemprego e inflação em disparada, os agentes de viagens estão mudando a forma de atuar no mercado para sobreviverem no negócio. Há cerca de um ano e meio, ainda com a economia aquecida, principalmente com o ingresso da nova Classe C no mercado de consumo no Brasil, o segmento de turismo foi o que teve o maior impacto positivo. As empresas aéreas ampliaram voos em função dessa nova demanda, e os aviões começaram a ganhar uma nova fatia de clientes que antes só conheciam um avião olhando de fora. Esse novo boom de consumo favoreceu também o mercado de viagens para o exterior. De anteriormente rejeitados, os brasileiros passaram a ser cobiçados por destinos internacionais consagrados. Especialmente em função do ímpeto e compra e consumo que faz parte da característica do viajante nacional. Mas a crise "roubou o sonho" desses novos viajantes brasileiros que projetavam se lançar ainda mais para outras rotas internacionais. Esse momento atual, que também atingiu grande parte dos clientes cativos das agências de viagens, fez o agente de viagens mudar de estratégia. Para enfrentar a crise e permanecer no mercado ele teve que sair da cômoda posição de %u2018tirador de pedido de viagens%u2019 de antigamente para correr atrás do cliente. A opção agora é oferecer excursões com menos tempo de viagem, além de oferecer roteiros com acomodações mais simples para tentar fechar o negócio. Mesmo assim, pelo o que eu sondei junto ao mercado local, vender viagens internacionais com tudo de %u2018vantagem contra%u2019 que ocorre atualmente no mercado, acrescido do euro e o dólar nas alturas, é mesmo tarefa para gigante.
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