Não foi no Brasil o protesto de grupo feminista que simulou aborto em frente a igreja
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Não foi no Brasil o protesto de grupo feminista que simulou aborto em frente a igreja

O protesto divulgado como se fosse no Brasil se passou, na verdade, na Argentina, há mais de um ano

17:30 | 12/09/2018
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Não se passou no Brasil nem foi organizado por grupo de feministas ligado ao "PT, Psol, e cia" o protesto a favor do aborto na porta de Igreja Católica. O boato foi divulgado em redes sociais e o autor da publicação recebeu quase oito mil compartilhamentos até a tarde desta quarta-feira, 12.
 


O protesto, na verdade. ocorreu em 8 de março do ano passado, no Dia da Mulher, na província de Tucumán, na Argentina. As manifestantes, sem ligações com partidos de esquerda brasileiros, fizeram a performance artística simulando um aborto. Uma mulher estava vestida de Virgem Maria e encenou o ato em frente à Catedral Nossa Senhora da Encarnação, também conhecida como Catedral de San Miguel de Tucumán, devido ao nome da cidade onde está localizada.
 

À época, setores religiosos argentinos repudiaram o ato. E as atrizes foram atacadas e ameaçadas em redes sociais. O monsenhor Alfredo Zecca, arcebispo da província, disse repudiar o ato. "Isso contradiz, profundamente, uma celebração onde se queria dignificar a mulher, tantas vezes humilhada, golpeada e assassinada", lamentou em comunicado.
 

O grupo de mulheres Pão a Rosas e o Partido dos Trabalhadores Socialistas saíram em defesa do protesto. “Utilizam essa ação para deslegitimar um movimento de muitas mulheres que começaram a se colocar de pé e sair pelas ruas porque nossas queixas contra o faminicídio e a violência contra as mulheres em todas as suas manifestações questionam diretamente a responsabilidade que tem o Estado e a Igréja Católia”, ressaltou o grupo ao jornal argentino Clarín
 

Confira o vídeo da manifestação:  
 

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