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Coronel da PM esclarece boato de prisão contra tenente após mudança nas escalas

Segundo o oficial, o caso da troca de escalas será apurado, mas a tenente não está presa

19:44 | 18/11/2017

Uma tenente da Polícia Militar do Estado do Ceará (PMCE) foi afastada do serviço pelo comandante do Policiamento do Eusébio, na Região Metropoliana de Fortaleza (RMF), tenente-coronel Mateus Figueiredo de Farias. A situação aconteceu após reclamações sobre escalas de serviço que estavam sendo trocadas. O caso foi registrado neste sábado, 18. Inicialmente, nas redes sociais, foi divulgado que a tenente estaria presa, no entanto o comandante diz que o que houve foi a abertura de um inquérito administrativo.

Conforme o tenente-coronel Mateus, uma série de reclamações de que a tenente estava tirando policiais de escala e mudando para outros municípios estavam chegando há pelo menos duas semanas. Policiais militares eram deslocados para trabalhar em outros municípios. O coronel diz que policiais escalados para trabalhar em Pacajus eram deslocados para Chorozinho."Houve o caso de uma guarnição inteira que foi colocada para o município de Horizonte", disse o oficial.

Devido as reclamações, a tenente teria sido chamada pelo comandante do Policiamento Metropolitano, coronel Paulo Sérgio Braga Ferreira, para conversar sobre a questão das mudanças, que seriam indevidas. "Ela disse que não ia mais se repetir", diz o coronel Mateus.

 No entanto, conforme o comandante, neste sábado, 18, denúncias de novas mudanças de escalas surgiram e foram constatadas. A tenente foi conduzida a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) e será aberta a apuração do caso. Segunda-feira, 20, ela deve se apresentar no Quartel do Comando Geral, onde deve ser realocada.

 Conforme o coronel Mateus, as mudanças de escalas eram frequentes e não se sabia o motivo. Ele relata que a escala de serviço é um documento oficial, que possui um timbre do Estado e a assinatura do capitão comandante da Companhia e do subcomandante. Portanto, não devem ser trocadas de maneira indevida.

 O oficial relata que por ser correto, muita vezes acaba sendo mal interpretado. "Tenho 30 anos de Polícia Militar e e não recebo políticos ou empresários, que muitas vezes querem intervir nas escalas de serviço para benefício próprio. O policiamento deve ser tratado com seriedade", finaliza.

 

O POVO tentou contato com a Associação dos Oficiais (Assof), mas as ligações não foram atendidas.

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