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Sem soro antiofídico, agricultor morre após ser picado por uma cobra em Ubajara

Soro antiofídico estava em falta no hospital municipal e paciente morreu após ser transferido para Sobral. Secretaria de Saúde disse que iniciou a distribuição de 250 ampolas nas sedes das regionais

09:39 | 25/07/2016
Um agricultor de 64 anos morreu no último fim de semana após ter sido picado por uma cobra e não receber o soro antiofídico, que estava em falta no hospital, em Ubajara, a 329 km de Fortaleza. A Secretaria de Saúde do Estado (Sesa) informou que recebeu 400 ampolas e 250 estão sendo distribuídas no Ceará para garantir o atendimento.

Antonio Mendes da Silva foi picado quando limpava um terreno e ainda conseguiu matar a cobra jararaca, antes de ser socorrido por familiares. Ele foi levado ao Hospital Municipal de Ubajara, que estava sem o estoque do soro. Depois, foi transferido para a Santa Casa de Sobral, mas não resistiu.

No último dia 13 de junho, a Sesa informou que ficaria sem receber do Ministério da Saúde frascos de soros antivenenos usados para tratar mordidas de animais peçonhentos.

A distribuição ficou irregular devido aos atrasos dos laboratórios produtores, conforme o Ministério. Procurada pelo O POVO Online nesta segunda-feira, 25, a Sesa explicou que recebeu 400 ampolas de antiveneno, na última sexta-feira, e iniciou a distribuição de 250 delas nas sedes das regionais.

Segundo a Sesa, o repasse de apenas 250 ampolas tem o objetivo de garantir estoque estratégico para até a normalização da distribuição pelo Ministério.

Os acidentes envolvendo jararaca correspondem a mais de 80% dos casos com animais peçonhentos no Brasil, segundo a farmacêutica do Ceatox, Karla Magalhães.

A primeira recomendação, em caso de picadas de cobras, é manter a calma a fim de evitar a circulação do veneno no corpo. Também é indicado que a vítima beba bastante água, se estiver consciente, para evitar lesão renal. "É importante que o paciente não se movimente e fique em repouse. O local da picada deve ser lavado com água e sabão. Em seguida, deve-se procurar o atendimento especializado", lista Karla.

Antes da morte do agricultor de Ubajara, o Ceará havia registrado três mortes por ataques de animais peçonhentos neste ano.
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