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Tartaruga encalha morta na praia da Taíba

Até novembro deste ano, o Projeto Tamar contabilizou encalhe de 38 tartarugas, sendo sete com vidas. Número pode ser maior uma vez que o projeto não atua em todo o Ceará

18:01 | 12/12/2017
Corpo da tartaruga na faixa de areia, próximo ao mar
Corpo da tartaruga na faixa de areia, próximo ao mar
[FOTO1]O passeio na praia da Taíba, no município de São Gonçalo do Amarante, no último domingo, 10, reservou uma experiência triste para o motorista Fabrício da Silva, 34 anos, que se deparou com uma tartaruga morta à beira mar. Registrada em vídeo, a cena é comovente, contudo, não é raridade. Até o último novembro, o Projeto Tamar registrou 38 encalhes dos quais 31 animais estavam mortos e 7 vivos. Por enquanto, o quantitativo é menor que os 49 contabilizados em 2016.

Segundo o Coordenador Regional do Tamar, Eduardo Lima, esse número não reflete a realidade dos encalhes no Estado, uma vez que o projeto atua apenas nos municípios de Acaraú e Itarema, no litoral oeste.

“De coração partido”, diz Fabrício sobre o que sentiu ao ver o corpo do animal sendo devolvido pelo mar. “Senti uma pena muito grande por um animal tão bonito, enorme”, relata. O motorista arrisca que a morte se deve a anzóis, devido aos ferimentos. 
 
[VIDEO1] Ao analisar o vídeo, Eduardo explica que o animal encontrado na Taíba é da espécie Chelonia mydas, conhecida popularmente como verde ou aruanã, comum no litoral do Ceará. “É a (espécie) que mais encalha ao longo da costa de todo o Brasil, por estar se alimentando em zonas de pesca artesanal”, explica.

Pelas imagens, Eduardo diz que não é possível definir a causa da morte do animal, mas que ele já estava morto há alguns dias. “Veja que já se iniciou o processo de decomposição”, aponta. Dentre as causas dos encalhes, o coordenador explica que eles se dão por razões que vão desde doenças infecciosas e parasitárias, ingestão de resíduos sólidos até a pesca incidental, “atualmente considerada um dos maiores problemas para a conservação de tartarugas marinhas no mundo”.

Uma das formas de contribuir para a diminuição dessas mortes, segundo Eduardo, é evitar o descarte de lixo no mar e consumir pescado obtidos através da pesca que respeita a legislação ambiental. 
 
 
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