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Trabalhadores decidem continuar paralisação das atividades na Siderúrgica do Pecém

14:39 | Jan. 21, 2014
Autor Lucas Mota
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Lucas Mota Repórter na editoria de Esportes
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Tipo Notícia

Os trabalhadores da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) decidiram em assembleia realizada nesta terça-feira, 21, continuar com a paralisação das atividades nas obras. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção de Estradas, Pavimentação e Obras de Terraplenagem em Geral no Estado do Ceará (Sintepav), o grupo afirma que houve descumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) por parte dos contratantes e reivindica o pagamento do 13º salário (2013) e da cesta básica.

De acordo com a CSP, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 7ª região concedeu liminar na Ação Declaratória de Abusividade de Greve. Em nota enviada ao O POVO Online, a Companhia explicou a decisão da Justiça. "Entre as determinações está obrigatoriedade dos colaboradores em manter equipes de trabalho com o propósito de assegurar a continuação dos serviços inadiáveis para a empresa. A ação foi movida após os trabalhadores pararem as atividades com uma ação agressiva dentro da obra (resultando em diversos prejuízos aos materiais de trabalho) antes mesmo da publicação do edital, no dia 10 de janeiro".

O Sintepav informou que a Justiça atendeu parcialmente o pedido da CSP, mas não obrigou os trabalhadores a voltar ao canteiro de obras. Além disso, informou que na última segunda-feira, 20, houve uma mediação no TRT, porém, nada foi resolvido.

Segundo o major Alexandre Ávila, comandante do Batalhão de Choque da Polícia Militar, cerca de 50 policiais do Batalhão Policia de Choque estiveram acompanhando a assembleia. Ainda de acordo com o major, não houve tumulto.

O Sindicato informou que está atendendo a determinação da Justiça e realizando a assembleia com no mínimo 500 m de distância do canteiro de obras. Além disso, a categoria decidiu realizar assembleia todos os dias na expectativa de pronunciamento das empresas. Entre as reivindicações, os trabalhadores pedem o pagamento de salários atrasados, o pagamento da produtividade, uma área de vivência dentro do canteiro de obras e reclamam das divergências salariais dentro da mesma atividade.

Quanto aos demais pontos destacados pelo Sintepav, a Posco E&C, empresa responsável pela execução do projeto da siderúrgica, explica que apenas na assembleia realizada nesta terça-feira, 21, o sindicato se pronunciou sobre novos pleitos e que os mesmos serão esclarecidos com as respectivas empresas subcontratadas. Sobre a falta de EPI, a Posco E&C Brasil desconhece esse pleito, que não foi abordado pelo Sintepav em nenhuma reunião até o momento.

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