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Trabalhadores da Siderúrgica do Pecém obstruem via

Pneus e um veículo que estava abandonado no local foram incendiados, impedindo a passagem. A Polícia conseguiu apagar o fogo sem confronto
08:19 | Jan. 22, 2014
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Tipo Notícia

Atualizada às 10:45

Os trabalhadores da construção pesada da Siderúrgica do Pécem queimaram pneus, galhos e um veículo na manhã desta quarta-feira, 22, e obstruindo a CE-155, que dá acesso à siderúrgica. Policias do Batalhão de Choque, que patrulham o local, realizaram os procedimentos para apagar o fogo. Não houve confronto e ninguém se feriu.

Na tarde desta terça-feira, 21, os trabalhadores decidiram em assembleia continuar com a paralisação das atividades, que já dura oito dias. Segundo o major Alexandre Ávila, comandante do Batalhão de Choque da Polícia Militar, 50 policiais acompanharam a assembleia e permaneceram no local para ''resguardar a siderúrgica”.
[SAIBAMAIS 1]
Ainda de acordo com o comandante, os trabalhadores chegaram à via por volta das 5 horas da manhã, e às 6h30min atearam fogo aos pneus, impedindo a passagem no local. Além disso, um veículo de uma empresa terceirizada da Siderúrigica, que estava abandonado nas ocupações, foi incendiado.

A Polícia Rodoviária Estadual (PRE) informou que equipes estiveram na rodovia para auxiliar os motoristas. O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção de Estradas, Pavimentação e Obras de Terraplenagem em Geral no Estado do Ceará (Sintepav) disse que a queima foi  para chamar a atenção da população. Nesta quinta-feira, 23, está marcada uma passeata dos trabalhadores em direção à Praça Central do Pecém, a partir da 7 horas.

Reivindicações
Além de atrasos no pagamento dos salários, das cestas básicas, do 13° salário e no pagamento de rescisões de contrato de trabalho, os funcionários reclamam do não pagamento da produtividade, da falta de equipamentos de proteção individual e de uma área de vivência.

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A Posco Engenharia & Construção do Brasil, empresa responsável pela execução do projeto da siderurgica, informou através de nota que “a unificação do adicional de 30% de periculosidade para todos os funcionários, inclusive os que atuam somente dentro dos escritórios, não condiz com o laudo de inspeção de cada subcontratada”. Os laudos, segundo a empresa, indicam as funções específicas que possuem direito ao recebimento do respectivo adicional, tendo em vista a atividade executada.

 

Amanda Araújo
[email protected]

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