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MP vai investigar transferência da tropa da PM em Quixeramobim

Parte das transferências investigadas já foram suspensas pela 2ª Vara de Quixeramobim. MP recebeu denúncias de possíveis motivações políticas para transferência. PM disse que vai comentar o caso após receber notificação formal

14:39 | 21/08/2014

Atualizada às 8 horas de sexta-feira, 22

O Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) instaurou nesta quinta-feira, 21, procedimento administrativo para apurar possível ato de improbidade administrativa do Comandante Geral da Polícia Militar do Ceará. Procedimento atende denúncia de que a transferência de toda a tropa do Policiamento Ostensivo Geral (POG) de Quixeramobim, 206,1 km de Fortaleza, para outras cidade, teria motivação política.

Instaurada pelos promotores de Justiça Igor Pereira Pinheiro e Gustavo Pereira Jansem, a investigação vai apurar as justificativas para a transferência. O MP cita ainda, em nota divulgada nesta quinta, que há “relatos de que diligências policiais estão sendo frustradas pelo total desconhecimento dos novos militares sobre o espaço geográfico do município”.

O juiz Fabrício Vasconcelos Mazza, da 2ª Vara de Quixeramobim, determinou que parte das transferências investigadas fossem suspensas. Para Igor Pinheiro, a transferência aparenta ser uma ilegalidade gritante, “pois não foi procedida de qualquer motivação por parte do Comando Geral da Polícia Militar, que é requisito obrigatório”.

Procurado pelo O POVO Online, o tenente-coronel Fernando Albano, relações públicas da Polícia Militar, disse que a PM só vai comentar o caso após ser comunicada formalmente. Ainda segundo o MP, o Comandante Geral foi notificado a prestar depoimento na próxima terça-feira, 26, na sede da Promotoria de Quixeramobim.

Resposta

Ao O POVO, o comandante da corporação, coronel Lauro Prado, diz que a mudança tem caráter estritamente “administrativo”, mediante a “ineficiência da tropa, que não estava dando conta do trabalho, além de situações particulares que estamos analisando internamente”.

Redação O POVO Online com informações do MPCE

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