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Defesa pede adiamento do julgamento e juíza rejeita

A alegação da defesa é de que houve tortura na confissão suspeição da juíza, desaforamento pelo clamor público, ausência de publicidade - querem que julgamento seja transmitido pela internet

11:05 | 30/11/2020
Julgamento de Marcelo Barberena acontece na Câmara Municipal de Paracuru. (Foto: Foto: Fábio Lima/ O POVO)
Julgamento de Marcelo Barberena acontece na Câmara Municipal de Paracuru. (Foto: Foto: Fábio Lima/ O POVO)

A defesa do empresário Marcelo Barberena, acusado de duplo homicídio com qualificadora de feminicídio ocorrido em Paracuru em 2015, contra a mulher e a filha de 8 meses, pediu adiamento do julgamento. A juíza Bruna dos Santos Costa Rodrigues, titular da Vara Única de Paracuru, negou o pedido e o júri iniciou com uma hora de atraso, na Câmara Municipal de Paracuru, ao lado do Fórum.

A alegativa do advogado Nestor Santiago é de que houve tortura no primeiro depoimento do empresário, em que ele confessou o crime. Ele pede também que o julgamento ocorra em outra localidade, diante do clamor público que o caso gerou. E reclama também da falta de publicidade e pede que o julgamento seja transmitido pela internet.

Leandro Vasques, assistente de acusação, defende que a defesa faz um “contorcionismo jurídico buscando adiar o julgamento, numa derradeira tentativa”. Na ótica dele, a defesa “conseguiu conquistar a antipatia do conselho de sentença, que ainda nem foi formado”, diz. Ele acrescenta que, em 25 anos de trabalho, nunca viu advogados fazendo o pedido de desaforamento na sessão do júri. “Esse pedido é feito diante do Tribunal de Justiça e não para a juíza local”.

Vasques se diz confiante de que haja um veredicto condenatório ao final dos trabalhos. “Acreditamos que a prova que permeia toda o processo é robusta e farta. A perícia de local de crime não identificou nenhum tipo de violação da residência, nenhum tipo de arrombamento. “Quem seria a morte de Adriana, de 38 anos, e de Jade, de oito meses? O acusado, o marido que vivia um matrimônio em declínio, tinha uma relação extraconjugal e já prometia fugir com a amante”, alega.

Ainda de acordo com Vasques, o exame de microcomparação balística confirmou que os tiros que mataram as vítimas partiram da arma do acusado. “Arma esta que constava o DNA do acusado. As vestes que constavam resíduos de pólvora. Depois de confessar o crime quatro vezes ele negar a autoria é desafiar a inteligência humana”, alega. (Com informações do repórter Lucas Barbosa)