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Agentes de segurança são investigados por esquema que sustentava "grilagem" de terras

A investigação aponta que os agentes de segurança cobravam dívidas e pagamentos de comissões, utilizando a autoridade de seus cargos para intimidar os inadimplentes

11:06 | 22/06/2016

Atualizada às 15h30min

O Ministério Público do Ceará deflagrou, na manhã desta quarta-feira, 22, a operação “Perícia Legal”, que investiga esquema de corrupção envolvendo agentes de segurança da Perícia Forense e da Polícia Civil de Juazeiro do Norte. Ao todo, foram cumpridos 33 mandados expedidos pela 2ª Vara Criminal de Juazeiro, sendo dois mandados de prisão preventiva, 22 de condução coercitiva e nove de busca e apreensão contra servidores públicos.

Segundo o coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), Manoel Epaminondas Vasconcelos, os servidores montaram um esquema de "grilagem" de terrenos com documentação fraudulenta.

"Por enquanto, o que a gente pode dizer é que os agentes praticavam crimes de corrupção ativa, com a realização de perícias e procedimentos administrativos falsos para a compra e venda de terrenos", explicou ao O POVO Online.

Os suspeitos estão sendo ouvidos na sede da Promotoria de Juazeiro. Eles foram detidos em Juazeiro do Norte e no Crato, conforme o coordenador. "A investigação ocorre há meses. Foram apreendidos celulares, computadores, e todo tipo de documento relacionado aos imóveis", detalhou.

A investigação aponta que os agentes de segurança cobravam dívidas e pagamentos de comissões, utilizando a autoridade de seus cargos para intimidar os inadimplentes. Os presos foram identificados como Francisco Antônio Ferreira Barbosa (perito da Pefoce) e Eduardo Jorge Duarte da Silva, também conhecido por “Duinha".

As ordens expedidas pelo Juiz da 2ª. Vara Criminal de Juazeiro do Norte, Péricles Victor Galvão de Oliveira, foram cumpridas em cooperação com a Coordenadoria de Operações (Copol), da Secretaria de Segurança Pública e Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário (CGD).

O POVO Online procurou a SSPDS, que não comentou o envolvimento dos servidores e informou apenas que está prestando apoio ao MP durante a operação.

Redação O POVO Online
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