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Falso PM suspeito de matar uma mulher em Itaitinga é preso e diz que crime foi por vingança

O suspeito era segurança de um supermercado na cidade. O crime, que aconteceu no dia 11, teria sido motivado por vingança. Diego Lino de Abreu, 31, foi demitido após denúncia de assédio

13:05 | 23/11/2020
Capacete e mochila de suspeito de homicídio e de tentativa de homicídio foram apreendidos pela Polícia (Foto: Foto: Polícia Civil)
Capacete e mochila de suspeito de homicídio e de tentativa de homicídio foram apreendidos pela Polícia (Foto: Foto: Polícia Civil)

Um homem que se passava por policial militar e trabalhava como segurança de um supermercado em Itaitinga foi preso, na última sexta-feira, 20, pela Polícia Civil, suspeito de homicídio e tentativa de homicídio. Diego Lino de Abreu, 31, não tinha antecedentes criminais e, de acordo com a Polícia, confessou ter matado Ana Glaucya Ferreira Braz, 26, e tentado assassinar o esposo dela no último dia 11. Com o suspeito, a Polícia apreendeu uma moto, que teria sido usada no dia do crime, um capacete e uma mochila. O veículo é clonado e, no momento da apreensão, estava na posse de outra pessoa para quem Diego teria vendido. O crime teria ocorrido por vingança.

“Ele se passava por policial militar nas redes sociais”, informou George Monteiro, diretor do Departamento de Polícia Judiciária Metropolitana (DJPM). Segundo a Polícia, Diego teria cometido os crimes porque havia sido demitido de um supermercado, onde trabalhava como segurança, em razão de o casal ter denunciado o assédio que o suspeito teria feito contra Ana Glaucya. Segundo o delegado Wilson Camelo, titular da Delegacia Metropolitana de Itaitinga, ao ser demitido, ele resolveu se vingar e tentar matar o casal. “Nas palavras dele, disse que cometeu o crime porque ficou aborrecido, chateado por ter sido demitido do emprego por conta desses assédios que ele cometia contra a Ana Glaucya”, diz.

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Na prisão, no primeiro momento ele negou o crime, ainda conforme Camelo. No entanto, depois de serem apresentadas as imagens do capacete, da moto e da mochila que ele utilizou, o suspeito acabou confessando o homicídio e a tentativa de homicídio e revelando a motivação. “Em grupos de policiais militares, ele se portava como cabo da PM. Inclusive postava, nas redes sociais, fotos com agasalhos e a roupa da Polícia Militar”, diz. A investigação concluiu, entretanto, que ele nunca foi PM. Ele chegou a fazer um concurso, mas não passou. Com a prisão, a Polícia deve investigar de que forma Diego teria conseguido o fardamento.

O crime e as investigações


As investigações tiveram início no dia seguinte ao crime, que ocorreu no último dia 11, por volta das 22 horas, no bairro Parque Dom Pedro, em Itaitinga, às margens da BR-116. Camelo informa que o casal tinha saído do trabalho e se dirigia para casa quando foi abordado pelo suspeito. Ele parou ao lado do carro das vítimas e executou a passageira, Ana Glaucya e tentou matar o marido dela, que era o motorista do veículo. Ele ficou ferido, mas sobreviveu.

No dia seguinte ao crime, os investigadores, ao realizarem um trabalho de campo e conversar com testemunhas, obtiveram imagens da moto usada pelo criminoso. O sobrevivente, assim que teve alta hospitalar, compareceu à delegacia e conseguiu reconhecer o suspeito com quem, inclusive, já trabalhou.

Renam Peixoto, delegado adjunto da Delegacia Metropolitana de Itaitinga, confirma que ele deve responder por homicídio, tentativa de homicídio, ambos qualificados pela vingança e pelos meios que dificultou a defesa das vítimas, e também por fingir-se ser funcionário público. “Ele pode ser condenado entre 12 a 30 anos homicídio qualificado, por tentativa de homicídio de 12 a 30, com redução de da pena”, diz