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Preso por engano há quatro anos, homem é considerado inocente e libertado nesta terça-feira

Ele cumpria pena na CPPL V sob alegações de ter estuprado oito mulheres em Fortaleza, em 2014

15:08 | 30/07/2019

Atualizada às 17h42min

Depois de quatro anos preso por engano, Antônio Cláudio Barbosa de Castro foi solto na tarde desta terça-feira, 30. Ele estava preso no Centro de Execução Penal e Integração Social Vasco Damasceno Weyne (CPPL V), em Itaitinga, onde cumpria pena sob alegações de ter estuprado oito mulheres em Fortaleza.

Em agosto de 2014, Antônio Cláudio foi confundido com o criminoso conhecido por “maníaco da moto”, o qual teria cometido uma série de estupros contra mulheres entre 11 anos e 24 anos, em diferentes bairros da Capital. À época, foi reconhecido pelas vítimas como o agressor e preso preventivamente. Levado a julgamento em 2018, foi condenado pelos crimes de estupro e estupro de vulnerável.

Alvará de soltura em favor dele, porém, foi expedido na manhã desta terça-feira, 30, pela desembargadora do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) Marlúcia de Araújo Bezerra. Por maioria de votos, seção decidiu pela anulação da condenação de Antônio Carlos.

O caso foi assistido pela Defensoria Pública do Estado do Ceará, com assistência do Innocence Project Brasil, organização voltada a enfrentar condenações de pessoas inocentes pelo mundo.

“A justiça é um interesse de todos, do Tribunal de Justiça, da Defensoria Pública, do Ministério Público. O que todos nós queremos é a verdade: uma pessoa foi declarada inocente, mesmo depois de cinco anos presa”, comemorou o defensor público titular do Núcleo de Apoio ao Preso Provisório e Vítima de Violência (Nuapp), Emerson Castelo Branco.

“Um rapaz que vivia uma vida maravilhosa, normal, idôneo, honesto, trabalhador, que, de uma hora para outra, teve a vida destruída por engano. Colocado na prisão por um grande equívoco que durou cinco anos. Quero parabenizar as investigadoras do caso, que foram fundamentais, por causa da postura delas, identificaram o erro no caso e nos procuraram”, disse o defensor Emerson Castelo Branco.

O Povo