Agentes retomam o controle de presídio de Itaitinga após rebelião
PUBLICIDADE
Notícias


Agentes retomam o controle de presídio de Itaitinga após rebelião

Nesta segunda-feira, 15, a Unidade Prisional Professor José Sobreira de Amorim foi tomada por rebelião

10:14 | 16/10/2018
Atualizada às 10h44min
 
Após rebeliões, as autoridades retomaram o controle da Unidade Prisional Professor José Sobreira de Amorim na manhã desta terça-feira, 16, conforme o Sindicato dos Agentes e Servidores Públicos do Sistema Penitenciário do Estado do Ceará. Nesta segunda-feira, 15, a unidade foi tomada por rebelião.
  
[SAIBAMAIS] O controle do presídio foi retomado por volta das 6 horas desta segunda. Presos queimaram colchões e tentaram avançar para a área externa do local. De acordo com a Secretaria da Justiça e Cidadania (Sejus), as celas do presídio não foram danificadas e demais reparos estão sendo providenciados. Internos sofreram pequenos ferimentos e foram atendidos no próprio estabelecimento prisional.
 
A rebelião no presídio é a única confirmada pela Secretaria da Justiça e Cidadania (Sejus) até o momento, mas agentes asseguram ocorrência de motim em outras duas unidades prisionais do município. A motivação da revolta continua sendo investigada pela Polícia Civil. 
  
No Centro de Execução Penal e Integração Social Vasco Damasceno Weyne (Cepis), antiga CPPL V, a suspeita é de que a motivação da revolta teria sido a decisão da Sejus de proibir visitas de crianças a detentos que respondem por crimes sexuais. Determinação aconteceu após um interno ser acusado de ter cometido estupro contra uma menina de 11 anos, no último sábado. Agentes penitenciários entrevistados pelo O POVO confirmam a rebelião. 

A motivação da rebelião ocorrida no Instituto Presídio Professor Olavo Oliveira II (IPPOO II), também confirmada por agentes penitenciários, segue em investigação. A sejus assegura que nenhuma ocorrência foi registrada IPPOO II, bem como na CPPL V.
  
Na manhã desta segunda, agentes do Sindicato realizam coletiva de imprensa para falar sobre o ocorrido e discutir “a falta de investimento no sistema penitenciário”.  
 
Redação O POVO Online
TAGS