PUBLICIDADE
Notícias

Suspeito provou que foi capaz de conduzir corpo sozinho, diz promotor

17:27 | 26/10/2016
Caseiro suspeito pelo crime, Leonardo de Vasconcelos Graciano, durante a reconstituição do crime
Caseiro suspeito pelo crime, Leonardo de Vasconcelos Graciano, durante a reconstituição do crime

[FOTO1]

Às 12h30min desta quarta-feira, 26, começou a reconstituição do crime que vitimou a menina Rakelly Matias Alves, de 8 anos, no dia 21 de setembro. O suspeito do crime, José Leonardo de Vasconcelos Graciano, de 33 anos, conseguiu provar que foi capaz de conduzir o corpo da criança até a cacimba, mesmo de moletas. A informação foi do promotor de Justiça, Luis Bezerra, que acompanhou todo o procedimento.


De acordo com o promotor de Justiça, o Ministério Público foi fiscalizar se existiu a participação de terceiros no crime. "Leonardo conseguiu nos provar que é capaz de conduzir o corpo até o local onde o corpo foi ocultado (cacimba), mesmo andando com uma perna só e de moletas", relatou.  

No primeiro momento, uma inspetora da Divisão de Homicídios atuou na reconstituição representando Rakelly e simulou uma conversa com Leonardo, no alpendre do sítio. Uma boneca com o mesmo peso da criança também foi usada na ação, com aproximadamente 30 quilos. 

Em um segundo momento, o suspeito mostrou como asfixiou a criança e, em seguida, pegou um saco que utilizou para colocar o corpo. Ele saiu puxando o saco, sentou na cacimba e puxou o corpo para colocar no reservatório de água.  

Segundo a Diretora da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), delegada Socorro Portela, Leonardo tentou demonstrar a primeira versão do crime, de que mostrava a cacimba para Rakelly e a menina caiu, e bateu a cabeça.  

Em seguida, ele teria asfixiado Rakelly e jogado dentro do compartimento de água. No entanto, ele acabou demonstrando a segunda versão, que seria a oficial, de que asfixiou Rakelly na casa grande e, em seguida, a levou para a cacimba.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), mais de 50 profissionais participaram da reconstituição, entre policiais civis, peritos, policiais militares, Corpo de Bombeiros e agentes penitenciários, que conduziram Leonardo no percurso da penitenciária onde ele está preso até o local da reconstituição.  

Conforme a delegada Socorro Portela, o inquérito foi encaminhado à Justiça. Sobre a reconstituição, o laudo deve sair no prazo de 30 dias. Conforme a delegada, estavam na casa do caseiro um irmão de Leonardo, que não é o mesmo que participou da reconstituição, a esposa e uma outra criança. No entanto, nenhuma dessas pessoas diz ter visto Rakelly na casa grande.

 

Bastidores 

Durante a reconstituição, a esposa e um irmão de Leonardo estiveram presentes. O irmão e ele choraram abraçados por algum tempo. Já no fim da reconstituição, o preso pediiu a presença do irmão e a da esposa, mas ela se recusou conversar com Leonardo e saiu chorando. 

Os familiares de Leonardo usaram balaclavas (máscaras) para não serem filmados durante a simulação. Em todo momento, ele usava colete balístico. 

 

Do lado de fora, familiares e moradores gritavam por Justiça. Em alguns momentos, a mãe de Rakelly e o tio conseguiram acompanhar a reconstituição por meio de uma escada no terreno vizinho. Por cima do muro, eles visualizaram algumas partes da simulação.  

TAGS