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Empresários são alvos de busca e apreensão na Grande Fortaleza em operação

Esquema de fraude a licitações envolvendo empresas sediadas no Ceará, no Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná e Piauí são investigados pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul

Rubens Rodrigues
11:01 | 02/07/2020

Quatro ordens de busca e apreensão contra empresários que moram no Eusébio, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), foram cumpridas em auxílio à Operação Redime, do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS). No Ceará, os mandados foram cumpridos pelo Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) com apoio do Núcleo de Inteligência e Apoio Técnico do MPCE (Niat) e da Polícia Militar do Estado do Ceará. Ação foi nessa quarta-feira, 1º, no Eusébio.

Na Operação Redime, o MPMS investiga esquema de fraude a licitações envolvendo empresas sediadas, além do Ceará, no Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná e Piauí. No município da RMF, além dos empresários, empresas foram alvo da ação.

De acordo com o MPCE e o MPMS, os mandados no Ceará fazem parte de 19 ordens de busca e apreensão cumpridos em Campo Grande e no interior de Mato Grosso do Sul, além de São Paulo, Paraná e Piauí. Em nota, o MPCE afirma que foram apreendidos documentos, agendas, registros contábeis, anotações, comprovantes de movimentações bancárias, computadores, notebooks, dinheiro em espécie e aparelhos de telefonia móvel.

O Procedimento Investigatório Criminal (PIC) que tramita na 31ª Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e Social de Campo Grande originou a operação. No PIC, é apurada a ocorrência dos crimes de fraude em licitação, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva e delitos correlatos.

"Os fatos relacionam-se a um suposto esquema criminoso que teria fraudado licitação para a contratação de empresa especializada em locação de equipamentos médico-hospitalares no Estado de Mato Grosso do Sul, contrato este firmado em 2015 e que vem sendo aditivado desde então, ultrapassando o montante de R$ 120 milhões em valores pagos pelo Governo do Estado de Mato Grosso do Sul", diz o MPCE em nota.

A Operação foi deflagrada por meio das Promotorias de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e Social de Campo Grande, com apoio do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc/MS). Além do Gaeco do Ceará, também prestaram apoio os Grupos dos outros estados envolvidos na Operação Redime.

A 1ª Vara Criminal de Campo Grande expediu os mandados, que foram cumpridos por 17 promotores de Justiça, 15 servidores do MP, 70 policiais militares e quatro policiais civis, tendo como alvos pessoas físicas e jurídicas.