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Morre monsenhor Ágio, da diocese do Crato, aos 101 anos

Natural de Assaré, padre Ágio fez da música seu instrumento de evangelização

07:36 | 12/06/2019
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O título de "monsenhor" veio em 2003, por indicação do então bispo diocesano, Dom Fernando Panico.(Foto: DIVULGAÇÃO/DIOCESE DO CRATO)

Morreu em casa, na madrugada desta quarta-feira, 12, o monsenhor Ágio Augusto Moreira, o mais antigo clérigo da Diocese do Crato, aos 101 anos. Padre Ágio fez história ao fundar a Sociedade Lírica do Belmonte (Solibel), dentre outros projetos envolvendo a música. No último dia 18 de dezembro, padre Ágio havia completado 75 anos de vida sacerdotal. A causa da morte não foi divulgada.

O velório será na Vila da Música (av. José Horácio Pequeno, nº 1366 - Novo Lameiro, Crato) e o sepultamento nesta quinta, 13, às 16 horas, na Capela Nossa Senhora das Graças, bairro Belmonte.

Sacerdote simples e piedoso, exímio escritor e músico, foi professor de canto gregoriano, italiano, grego e francês no Seminário São José, em Crato. Também foi vigário cooperador nas cidades de Jardim, Icó, Farias Brito e Iguatu. O título de “monsenhor” veio em 2003, por indicação do então bispo diocesano, Dom Fernando Panico. Aos 100 anos, lançou o livro “Padre Cícero Romão Batista: O maior líder espiritual do Nordeste Brasileiro”.

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A música foi seu instrumento de evangelização. Natural de Assaré, inspirou-se ouvindo o canto dos apanhadores de algodão. Ele foi precursor da Escola de Educação Artística Heitor Villa Lobos e da Orquestra Sinfônica Padre Davi Moreira, ambas voltadas à formação em música.

“Através da música e da arte, ele se tornou canção muito bonita para as pessoas, marcando suas vidas com notas de alegria, de entusiasmo, de elevação da alma e do desenvolvimento da dignidade dos seus irmãos.  Essa vida toda doada, para nós é um grande sinal de renovação e de incentivo”, testemunhou o padre Paulo Costa, na celebração de 75 anos de ordenação de padre Ágio. 

Documentário sobre os 250 anos do Crato, feito pela Fundação Demócrito Rocha

Em 2014, o monsenhor foi entrevistado para a segunda edição da revista O POVO Cariri

Redação O POVO Online