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Larvas são encontradas em café da manhã de agentes penitenciários em Caucaia

O fato aconteceu na CPPL Carrapicho na Região Metropolitana de Fortaleza. Sindicato afirma que a situação é recorrente

18:43 | 02/09/2017

Na manhã deste sábado, 2, por volta das 6 horas, cerca de 22 agentes penitenciários, que estavam entrando e saindo de seus turnos de trabalho, encontraram larvas nas garrafas de leite e leite com café destinadas ao café da manhã dos servidores.

A situação ocorreu na unidade prisional Desembargador Adalberto de Oliveira Barros Leal (CPPL Carrapicho), em Caucaia, Região Metropolitana de Fortaleza.

Além das bebidas, pães com presunto e queijo também foram destinados a alimentação dos servidores. No entanto, segundo Valdemiro Barbosa, presidente do Sindicato dos Agentes e Servidores do Sistema Penitenciário do Estado do Ceará, os agentes não comeram por receio de também estar com larvas. "A situação é séria, se eles não tivessem percebido, poderiam ficar doentes", afirma Valdemiro.

Segundo ele, a situação é recorrente. O sindicato já teria sido informado sobre casos semelhantes pelo menos duas vezes. "Vamos buscar a Secretaria da Justiça para que a empresa fornecedora da comida seja notificada e apresente uma justificativa para o que aconteceu. Queremos também uma inspeção e vistoria", ele completa.  

A Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado (Sejus) se pronunciou por meio de nota. Informou estar apurando, tanto junto à equipe de limpeza da unidade, quanto com o fornecedor da alimentação, o motivo da ocorrência na Unidade Prisional.

Veja a Nota completa:

"A Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado informa, sobre a qualidade da comida fornecida para agentes e internos das unidades prisionais do Ceará, que o fato acontecido na manhã deste sábado, 2, foge ao padrão de qualidade da alimentação fornecida diariamente.

A Sejus está apurando, tanto junto à equipe de limpeza da unidade, quanto com o fornecedor da alimentação, o motivo da ocorrência na Unidade Prisional    Alberto de Oliveira Barros Leal.

A Secretaria informa ainda que dispõe de nutricionistas que verificam a qualidade da comida que chega às unidades para agentes e internos. O caso ocorrido foi isolado e a Sejus tomará as devidas providências de apuração e, se for necessário, intensificará os procedimentos de limpeza e qualidade.
Informamos ainda que nenhum dos agentes bebeu o líquido da garrafa e que o alimento foi substituído".

 

 

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