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Juíza pediu transferência de detentos antes de serem mortos, diz TJCE

Jéssika Sisnando
11:30 | 16/09/2018
Grade derrubada e destruição
Grade derrubada e destruição (Foto: )
A 1ª Vara da Comarca de Cascavel havia formalizado pedido de transferência dos três detentos mortos em rebelião na Cadeia Pública do Município. Dois deles estavam presos desde a tarde da última sexta-feira, 14. As informações são do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará. Na manhã desse sábado, 15, detentos quebraram cadeados e celas e acessaram a área isolada, em seguida mataram três detentos que supostamente acreditavam ser de facção rival.

[FOTO1]Nesse sábado, o Sindicato dos Agentes Penitenciários (Sindasp), por meio do diretor Natanael Andrade e e o presidente do Conselho Penitenciário (Conpen), Cláudio Justa, lamentaram a demora pela transferência dos presos. O TJCE afirmou que os pedidos de transferência estavam sob análise da Vara de Corregedoria dos Presídios de Fortaleza e que a autorização depende da disponibilidade de vagas e as providências necessárias para o recambeamento desses presos.

De acordo com o TJCE, enquanto aguardavam a transferência, os três detentos estavam em ambiente isolado e havia reforço na segurança. De acordo com o diretor do Sindicato dos Agentes Penienciários, havia 85 presos na unidade, que possui capacidade para 30. Os detentos da Cadeia Pública de Cascavel são de uma facção criminosa e não aceitam presos de grupos rivais. A ameaça de que iriam matar as três vítimas já havia sido feita no dia em que eles chegaram na cadeia.

[SAIBAMAIS]De acordo com o presidente do Conselho Penitenciário, Cláudio Justa, existe portaria da Corregedoria dos presídios que impede as transferências administrativas, ou seja, determinadas pela própria unidade.

O caso

Flávio Murilo Cardoso da Silva, Ismael Nascimento da Silva e o irmão dele, Rafael Nascimento da Silva, foram mortos dentro da Cadeia Pública de Cascavel. A ocorrência foi registrada na manhã de sábado, 15, em meio a rebelião causada pelos 85 detentos que seriam de facção criminosa contrária à presença dos três presos na cadeia.

Os responsáveis pela matança acreditavam que as três vítimas pertenciam a facção rival, segundo informa o diretor do Sindicato dos Agentes Penitenciários (Sindasp), Natanael Andrade, que estava no local acompanhando a situação após as mortes.
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