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Sargento demitido por agredir oficial é o mesmo que atacou coronel da PM em supermercado

O sargento foi demitido por agredir um tenente em 2019. Em dezembro último, ele se envolveu em outra ocorrência e bateu em um oficial em um supermercado, na cidade de Aracati

21:08 | 01/01/2021

 

O sargento da Polícia Militar João Batista Barbosa Júnior foi demitido por decisão da Controladoria Geral de Disciplina (CGD). Ele é acusado de agredir um tenente que estava trabalhando durante um evento carnavalesco no ano de 2019, em Aracati. A decisão foi publicada no dia 30 de dezembro de 2020 no Diário Oficial do Estado (Doe). O sargento é o mesmo que aparece em um vídeo de agressão contra um tenente-coronel dentro de um supermercado, no último dia 10 de dezembro. Ele foi preso nas duas circunstâncias.

Em 2019, o militar deu um soco no rosto do tenente na praça da Coluna, em Aracati. Na ocorrência, o policial foi algemado após receber ordem de prisão. João Batista foi levado à 2ª Companhia do 1º Batalhão da PM, onde foi realizado o auto de prisão em flagrante delito nos artigos 157 do Código Penal Militar (violência contra superior), 177 (resistência mediante ameaça ou violência) e 209, que é lesão grave e violência.

O Controlador Geral de Disciplina, que é a autoridade julgadora no caso, acatou o relatório do processante por colocar a sanção de demissão, em razão das práticas dos atos revelarem incompatibilidade com a função militar estadual.

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Apesar da outra ocorrência não constar neste processo, recentemente, no dia 10 de dezembro de 2020, o mesmo profissional de segurança se envolveu em outro caso com um oficial da Polícia Militar. Desta vez, ele estava sem máscara de proteção em um supermercado de Aracati e a Polícia foi acionada. Um coronel da PM foi até o local e acabou agredido pelo sargento, que foi conduzido ao Plantão da Polícia Judiciária Militar e autuado pelo mesmo crime, o 157 do CPM e por 177.

De acordo com uma nota da Polícia Militar do Ceará, o sargento agrediu verbalmente o gerente do estabelecimento comercial e fisicamente o tenente-coronel que atendeu o caso. A corporação ainda divulgou uma nota que afirma não compactuar com condutas ilícitas, e, por isso, faz cumprir rigorosamente as normas legais, sem deixar de respeitar, naturalmente, os princípios da inocência, contraditório e ampla defesa.