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Preso um dos autores de homicídio em Aquiraz que vitimou gerente da Caixa

O segundo autor segue foragido. A vítima, Carlos Alberto Silvino Fonseca, de 59 anos, morreu após ter garganta perfurada com utensílio utilizado para abrir cocos

Gabriela Feitosa
11:50 | 06/02/2020
Amigos e familiares lamentaram a morte de Carlos Alberto, gerente da caixa assassinado
Amigos e familiares lamentaram a morte de Carlos Alberto, gerente da caixa assassinado (Foto: reprodução/Arquivo pessoal )

Um jovem de 20 anos foi preso após confessar ter ajudado a matar com um perfurador de coco um homem de 59 anos no distrito de Batoque, Aquiraz, no dia 26 de janeiro. O segundo autor do crime segue foragido. A vítima foi identificada como Carlos Alberto Silvino Fonseca, gerente da caixa econômica da Granja Portugal. Segundo delegado do caso, Rodrigo Aurélio, o crime foi um “desentendimento de natureza sexual”.

Conforme apuração policial, Carlos costumava visitar regularmente o distrito de Batoque, onde possuía uma casa de praia. Ele era bastante querido na região e tinha muitos amigos, com quem costumava se encontrar. No fim de semana do crime, Carlos chegou em Aquiraz ainda no dia 24 de janeiro. Na noite do dia 25, após churrasco com amigos, a vítima foi para um ponto da cidade, onde encontrou um dos autores do crime.

“A vítima encontrou com um rapaz que conhecia desde criança. Ele tem 20 anos. A vítima o convidou para sua casa para beber cerveja. Foram os dois mais um amigo do jovem, que a vítima não conhecia”, pontua o delegado Aurélio. Na casa de Carlos, os três beberam cervejas juntos e, segundo delegado, Carlos teria tentado fazer relações sexuais com os dois, que negaram.

“Quando houve esse desentendimento, em vez de eles se afastarem e irem embora, esse rapaz desconhecido pegou um "furador de coco" e deu duas estocadas na garganta da vítima”, explica o delegado sobre início do crime. O jovem que a vítima conhecia também pegou o utensílio e desferiu golpes na garganta de Carlos. No total, foram quatro perfurações, além de dois golpes na cabeça com um utensílio de madeira.

Os dois não levaram nada da casa de Carlos. Segundo delegado Aurélio, os autores disseram que estavam tão nervosos com a situação que a única preocupação foi ir embora. “Saíram sujos de sangue, foram na praia, se lavaram e foram para casa”, completa.

Nenhum dos dois possuía antecedentes criminais. No dia do crime, o autor que atualmente está foragido havia feito uso de cocaína. “A gente chegou até eles porque todas as pessoas que entrevistamos falaram de um deles. Nome dele começou a se sobressair”. O que está preso, de 20 anos, era conhecido da vítima. Nomes completos não foram divulgados.

O caso está sendo enquadrado como homicídio triplamente qualificado. Quando perguntado, delegado não soube dizer se crime de homofobia se encaixa na situação pois, na sua visão, os dois “mataram porque a vítima queria relações sexuais e eles não queriam”.

O autor conhecido da vítima confessou o crime e foi preso na última terça-feira, 4. O corpo de Carlos foi achado após uma vizinha voltar em sua casa para pegar celular que havia esquecido na residência. No relato, o autor preso chegou a dizer que “não entende porque isso chegou a acontecer”.

Com informações da repórter Ismia Kariny