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Após agressão de duas agentes penitenciárias, categoria discute segurança no IPF

As agentes foram agredidas por volta das 18 horas dessa quinta-feira, 3. Uma delas levou um soco e a outra foi empurrada, conforme a categoria

13:35 | 04/09/2015
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Atualizada às 15h22min

Uma presa agrediu duas agentes penitenciárias no Instituto Penal Feminino Auri Moura Costa (IPF), na noite dessa quinta-feira, 3, em Aquiraz. Uma das servidoras levou um soco e a outra foi empurrada, conforme o Sindicato dos Agentes e Servidores do Sistema Penitenciário do Ceará (Sindasp/CE), que se reuniu com agentes e a  direção da unidade, na manhã desta sexta-feira, 4.

Segundo o presidente do Sindasp, Valdemiro Barbosa, a superlotação agrava a questão da segurança da unidade, que carece, ainda, de efetivo penitenciário adequado. “É um lugar que tem capacidade para 392 detentas e comporta cerca de 700, com apenas 18 agentes de plantão. São poucas pessoas para custodiar essa grande quantidade, o que dá margem para insubordinação e indisciplina'', avalia.

As agentes foram agredidas por volta das 18 horas dessa quinta, quando levaram um soco e um empurrão, respectivamente. A agente empurrada caiu no chão e teve arranhões, conforme o sindicato. Em seguida, houve vistoria no IPF e um facão foi apreendido na ala C, além de alguns celulares. O Insituto feminino tem capacidade para 374 presas, mas atualmente possui 741 internas, conforme dados da Sejus.

“A direção nos recebeu hoje e marcamos uma reunião com o secretário de Justiça, que deve nos receber na próxima semana. Apontamos soluções, porque a situação no IPF está complicada, as agentes correm sérios riscos”, completou Valdemiro.

A Secretaria da Justiça e Cidadania (Sejus) informou que está realizando a transferência de duas internas envolvidas na agressão das agentes. "Não houve paralisação das agentes penitenciárias e a Sejus trabalha para garantir melhores condições de trabalho para os profissionais das unidades prisionais", frisou, em nota.

 

De acordo com a pasta, não foi solicitado audiência com o secretário da Justiça, mas "há um diálogo aberto entre o gestor da pasta e o dirigente sindical''. A aquisição do body scanner, equipamento requerido pelas agentes, está em processo licitatório, ainda conforme a Sejus.

 

Redação O POVO Online
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