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Triângulo amoroso: escrivã da Polícia Civil é denunciada pelo MPCE como mandante de execução

A vítima mantinha um relacionamento extraconjugal e engravidou do PM Thiago Martins, que era casado com a escrivã

19:09 | 25/07/2018
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[FOTO1]O Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) denunciou a escrivã da Polícia Civil, Ludmilla Freitas Andrade, 37 anos, e a empregada doméstica Antônia Campos Dias, 39, pelo homicídio de Karina Firmino de Freitas, 21. A denúncia é do dia 22 de maio de 2018. O POVO Online teve acesso ao documento. Segundo o MPCE, o crime ocorreu na cidade de Acopiara (a 345,1 km de Fortaleza), no dia 4 de maio de 2016, no entanto ainda não há prisões relacionadas à execução. 

A investigação realizada confirmou que Karina mantinha um relacionamento amoroso desde 2014, com o policial militar Thiago Martins Teixeira Florentino, que é casado com a policial civil Ludmilla.

Conforme o Ministério Público, durante o relacionamento extraconjugal a vítima engravidou e deu à luz a um menino. A paternidade atribuída ao policial foi confimada por exame de DNA em 2016.

No entanto, depois que descobriu o relacionamento amoroso entre Thiago e Karina, a escrivã passou a ligar para a mãe da vítima demonstrando decepção e tristeza, além de comentários ameaçadores como "ela não ouse a me desafiar".

[FOTO2] No depoimento de uma testemunha foi relatado que Karina havia saído com Thiago no dia anterior do crime e indagada sobre o passeio, a vítima teria dito que soube de uma notícia ruim e que o soldado havia confidenciado que a escrivã iria mandar matá-la.

A empregada doméstica da escrivã teria procurado uma mulher para que agredisse a vítima. Ela deu uma fotografia de Karina, retirada do Facebook, e forneceu o número de telefone da vítima. No entanto, a mulher rejeitou o pedido.

Em gravações obtidas por interceptação telefônicas, se confirmou que a empregada doméstica da escrivã mantinha contato com pessoas ligadas à prática de crimes na cidade de Acopiara. Em determinada ligação, ela afirmou que tinha um "presente de R$ 2 mil" e que se o homem fosse preso viajaria uma outra pessoa para Acopiara para evitar a prisão.

O Núcleo de Investigação Criminal Ministério Público do Estado do Ceará (Nuinc) interceptou novas ligações em que a empregada doméstica era orientada pela escrivã sobre os depoimentos. A policial civil tentava interferir no curso das investigações depois do crime, chegando a dizer que "Karina" a "infernizava mesmo depois de morta".

A empregada doméstica é apontada como uma espécie de intermediadora entre a escrivã e os executores do crime, que não foram identificados. Já a escrivã é apontada como a mandante.

 O crime

[FOTO3]  No dia 4 de maio, conforme o processo, por volta das 21h40min, na rua João Pereira, no centro de Acopiara, Karina Firmino de Freitas pilotava uma motocicleta e chegava na própria residência quando foi surpreendida por duas pessoas não identificadas, que efetuaram vários disparos contra a vítima, que morreu.

No dia do crime, Karina havia ido até a academia e em seguida visitou uma amiga. Depois, ela esteve em uma lanchonete com a mesma colega e permaneceu até 21h40min. A dupla que a abordou não deu qualquer chance de defesa, segundo a investigação.

 

Repercussão 

 

[FOTO4]Nas redes sociais, uma página chamada "Justiça por Karina Firmino" publica, desde a morte da jovem, detalhes sobre o caso. Após a morte de Karina, amigos e vizinhos de Karina realizaram a festa de aniversário do filho da vítima, de 1 ano. A página registra caminhadas em protesto pelo crime, além de cartazes que são colocados na cidade de Acopiara. 

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