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Ocupação de UTIs saltou 25% e de enfermarias 107% após início do surto de gripe no Ceará

Dados extraídos nesta sexta-feira, 7, da plataforma IntegraSUS mostram crescimento nas internações em meio ao avanço da gripe H3N2 no Ceará
09:12 | Jan. 08, 2022
Autor Luciano Cesário
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Tipo Notícia

Desde o surgimento dos primeiros casos de H3N2 no Ceará, a taxa de ocupação dos leitos de UTI adulto na rede pública saltou cerca de 25%. De acordo com a plataforma IntegraSUS, há exatamente um mês, no dia 7 de dezembro, o Estado registrava 88 internações graves por causas respiratórias. Nesta sexta-feira, 7, o número chegou a 110, conforme os dados extraídos da última atualização do sistema, às 22h11min.

Apesar do crescimento, a média de ocupação permanece estável, variando entre 40% e 45%. As estatísticas apontam que, na maioria dos hospitais onde há UTIs ativas, o número de pacientes internados é menos da metade da oferta disponível. Em algumas unidades, no entanto, o quadro é de lotação máxima ou forte pressão. É o caso do Hospital Regional do Sertão Central (HRSC), em Quixeramobim, onde todos os dez leitos instalados já estão ocupados; do Hospital Regional do Cariri, em Juazeiro do Norte, com nove das dez vagas preenchidas; e do Hospital Regional Norte (HRN), em Sobral, que tem oito de suas dez UTIs ocupadas atualmente.

Na Capital, o cenário é mais preocupante no Hospital Leonardo Da Vinci, que já registra ocupação de 29 dos 30 leitos disponíveis para casos graves. A unidade se tornou referência nas internações internações relacionadas às síndromes gripais na última quarta-feira, 5, quando o governador Camilo Santana anunciou uma série de medidas para conter o avanço da Covid-19 e da H3N2 no Estado.

Em relação aos leitos de enfermaria, o crescimento no nível de ocupação é ainda maior do que nas UTIs. Nos últimos 30 dias, o total de vagas ocupadas na rede pública estadual passou de 399 para 827, perfazendo alta de 107,26%. O aumento, contudo, ainda não representa ameaça à capacidade de atendimento da rede, uma vez que os leitos clínicos ocupados representam apenas 35% dos total de vagas ativas, se considerados todos os hospitais do Estado.

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