Ecopontos e benefício a carroceiros são estratégias para manejo correto do lixo em Fortaleza

De acordo com o secretário de Conservação e Serviços Públicos, Ferruccio Feitosa, é necessário a consciência de que o poder público sozinho não resolve a situação do lixo na Capital

O descarte irregular de lixo nas vias públicas da capital cearense é rotineiro. É comum observar pelas ruas móveis antigos, material de reforma e podas descartadas em locais impróprios. Entre janeiro e maio deste ano já foram coletadas mais de 20 mil toneladas de lixo. Em entrevista à Rádio O POVO CBN nessa quinta-feira, 27, o secretário de Conservação e Serviços Públicos de Fortaleza, Ferruccio Feitosa, explicou como a Prefeitura vem tentando amortecer o problema do descarte irregular desses resíduos. Entre janeiro e setembro de 2020, a capital registrou 3.925 denúncias de descarte irregular de lixo.

Além dos 86 Ecopontos que recebem entulho, restos de poda, móveis e estofados velhos, óleo de cozinha, papelão, plásticos, vidros e metais, o secretário chama atenção para dois programas: o Recicla Fortaleza e o e-carreceiro. Através do Recicla, a população pode se cadastrar em um Ecoponto e a partir do manejo adequado do lixo, ela ganha descontos na conta de luz.

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Já o e-correceiro é um programa voltado para os carroceiros que costumam fazer esse serviço de descarte de entulho, restos de poda e móveis velhos. O trabalhador leva aquele material ao Ecoponto, faz a pesagem do material e ganha o valor através de um cartão, que pode ser utilizado em estabelecimentos comerciais cadastrados de cada região.

De acordo com Ferruccio, o programa existe desde 2015 e somente esse ano já foram gastos quase R$750 mil em remuneração aos cadastrados no programa. "Eu gosto de brincar que é dinheiro na veia, ele pode optar pelo desconto na energia mas também pode receber o dinheiro através de um cartão que a gente dá pra ele utilizar da melhor forma possível", explica o secretário.

Ferruccio explica que é preciso uma comunicação melhor da Prefeitura sobre esses programas, mas que também é necessário gerar uma consciência sobre o destino do lixo. "A Agefis tem agido sempre conosco pra coibir esse tipo de ação. Já flagramos e multamos empresas que vão para as dunas de Fortaleza para descartar resíduos em um veículo próprio da empresa. Precisamos ter consciência de que só o poder público não pode resolver a situação do manejo dos resíduos sólidos em Fortaleza", apela Ferruccio. 

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