Logo O POVO+

Jornalismo, cultura e histórias em um só multistreaming.

Participamos do

Pedagoga se vacina com fantasia de jacaré em Fortaleza: "O motivo é o que todos nós sabemos"

A decisão de ir se vacinar fantasiada surgiu no dia em que ouviu a fala do presidente sobre a vacina Pfizer: "Se você virar um jacaré, é problema seu", disse Bolsonaro

A pedagoga Leila Fernandes, chamou a atenção da equipe de vacinação no Cuca José Walter, no último sábado, 1º, ao chegar fantasiada de Jacaré para tomar a primeira dose do imunizante. O motivo, ela ironiza, "é o que todos já sabem, né? Uma pessoa do poder fala asneiras e eu tomei essa piada pra fazer dela um dia especial e marcante pra mim." Aos 60 anos, Leila costurou a própria roupa pra usar nessa data.

 

O protesto, por meio da fantasia, foi uma ironia com a fala do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sobre a vacina Pfizer "A partir do momento que eu vi aquela criatura falando tamanha bobagem eu fiquei com aquilo, marcou um sentimento muito ruim, triste, né? Mas aí pensei: "Pronto! Já sei como é que eu vou me vacinar."

Seja assinante O POVO+

Tenha acesso a todos os conteúdos exclusivos, colunistas, acessos ilimitados e descontos em lojas, farmácias e muito mais.

Assine

Leila era dona de uma escola de ensino infantil. Por isso, tinha sobras de tecidos que eram usados em atividades na sala de aula, e assim foi montando a fantasia. "Ali é um pedaço de um vestido, embaixo é uma calça, fui agregando, coloquei rabo, mangas e cabeça. Mas é engraçado porque, por exemplo, faltava o pedaço da boca e eu encontrava um restinho de espuma que dava certinho", conta Leila sobre a confecção da fantasia. 

A pedagoga Leila Fernandes, 60, chamou a atenção ao ir fantasiada de Jacaré receber a primeira dose do imunizante contra o Coronavírus
A pedagoga Leila Fernandes, 60, chamou a atenção ao ir fantasiada de Jacaré receber a primeira dose do imunizante contra o Coronavírus (Foto: Raul Fernandes)

A fantasia ficou pronta em dois dias, bem em tempo da ocasião especial para usar o traje. O hábito de costurar foi um dos hobbies que Leila começou devido ao isolamento durante a pandemia. Antes de costurar a fantasia, no começo da pandemia, ela já havia costurado máscaras para doações com os retalhos que tinha em casa e que recebia das amigas. Foram cerca de 500 máscaras produzidas por ela e doadas.

No Twitter, o filho dela, Hugo Fernandes, narrou a história com humor:

Leila parabenizou a equipe de vacinação que a recebeu no Cuca pelo profissionalismo e simpatia "Fui recebida com salva de palmas pela equipe. Teve até uma disputa pra quem ia me vacinar", relembra. Para ela, a recepção da equipe foi uma surpresa: "eE não esperava! Fiquei muito feliz eu não sabia que ia causar tanto impacto", conta.  

Dúvidas, Críticas e Sugestões? Fale com a gente

Tags

Os cookies nos ajudam a administrar este site. Ao usar nosso site, você concorda com nosso uso de cookies. Política de privacidade

Aceitar