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IBGE: Expectativa de vida dos cearenses aumenta para 74,5 anos em 2019

Em 2018, taxa era de 74,3 anos. Entretanto, média segue inferior à expectativa de vida no Brasil
13:50 | Nov. 26, 2020
Autor Redação O POVO
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A expectativa de vida da população cearense aumentou de 74,3 anos, em 2018, para 74,5 anos, em 2019, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira, 26, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do estudo anual Tábuas Completas de Mortalidade. Em dez anos, já são 2,1 anos a mais para a população viva no estado do Ceará. A taxa de vida no Brasil é de 76,55 anos. Em um recorte nacional, o Ceará está em 16º lugar dentre as 27 unidades federativas.

No recorte por sexo, o estudo aponta que mulheres possuem maior longevidade do que homens. A expectativa de vida da mulher cearense é de 78,5 anos. Já a expectativa de vida para os homens ficou em 70,5 anos em 2019. Segundo o instituto, a diferença entre os gêneros é chamada de sobremortalidade masculina, índice que varia conforme a faixa etária.

Nacionalmente, um homem de 20 a 24 anos tinha, em 2019, 4,6 vezes menos chances de chegar aos 25 anos do que uma mulher. Esse fenômeno demográfico pode ser explicado por causas externas, não naturais, que atingem com maior intensidade a população jovem masculina. É um fenômeno proveniente da urbanização e inclui homicídios, suicídios, acidentes de trânsito e quedas acidentais, entre outros fatores.

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Ranking de expectativa de vida no Brasil por estado.
Ranking de expectativa de vida no Brasil por estado. (Foto: Reprodução/IBGE)

Para ambos os sexos a maior esperança de vida ao nascer foi observada em Santa Catarina: 79,9 anos. Outros estados com valores elevados, acima dos 78 anos, são: Espírito Santo, São Paulo, Distrito Federal, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. Em contrapartida, o estado com a menor expectativa de vida ao nascer em 2019 é o Maranhão, com 71,4 anos, seguido pelo Piauí, com 71,6 anos. Ou seja, uma criança nascida no Maranhão, conforme a taxa de mortalidade observada em 2019, esperaria viver em média 8,5 anos a menos que uma criança nascida em Santa Catarina.

Mortalidade infantil no Ceará

 

A pesquisa mostrou também que as taxas de mortalidade infantil mantiveram a tendência de queda no Ceará. O número de mortes antes de completar 1 ano de idade caiu de 13,2 a cada mil nascidos vivos em 2018 para 12,8 por mil em 2019. A evolução no índice pode ser atribuída, entre outros fatores, a melhorias sociais, como boas condições de saneamento básico da população e acesso a vacinas e atendimentos de saúde

Quanto aos estados, a menor taxa de mortalidade infantil foi encontrada no Espírito Santo (7,8 óbitos de crianças menores de 1 ano para cada mil nascidos vivos). Já a maior foi a do Amapá, com 22,6 óbitos por mil nascidos vivos, uma diferença de 14,8 por mil, próxima à taxa de mortalidade infantil do Tocantins (14,5 por mil).

A mortalidade das crianças menores de 1 ano é um importante indicador da condição de vida socioeconômica de uma região. As taxas no Brasil estão melhorando gradativamente, mas ainda estão longe das encontradas nos países mais desenvolvidos do mundo, mesmo nos estados do Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal, que possuem índices abaixo de 10 por mil.

Expectativa de vida dos idosos

 

A expectativa de vida do cearense com 60 ou 65 anos de idade, em 2019, correspondia a 21,7 e 18 anos, respectivamente, indicando que o indivíduo nessas duas idades, alcançaria em média 81,7 e 83 anos, respectivamente. No Espírito Santo, estado com os maiores índices, o valor da expectativa de vida nestas idades poderia chegar a 84,4 e 85,5 anos, respectivamente. No outro extremo, Rondônia apresentou as mais baixas expectativas de vida aos 60 e 65 anos, com 79,7 anos e 81,2 anos, respectivamente.

A expectativa de vida muda conforme o ano de nascimento da pessoa e o sexo. Por exemplo, um brasileiro que está com 30 anos agora terá um tempo médio de vida diferente de quem acabou de nascer, é a chamada projeção de sobrevida, como aponta o IBGE.

Com informações do IBGE.

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