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Ceará
NOTÍCIA

Delegado e cinco policiais civis de Maracanaú são afastados por suspeita de praticarem nove crimes

Os agentes e um empresário são suspeitos de crimes como abuso de autoridade, corrupção, tortura psicológica e outros

10:48 | 09/10/2020
Operação do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) foi batizada de "Fim da Linha" (Foto: Thais Mesquita/O POVO)
Operação do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) foi batizada de "Fim da Linha" (Foto: Thais Mesquita/O POVO)

A operação Fim de Linha do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) afastou um delegado e cinco inspetores da Polícia Civil do Ceará (PCCE), além de um empresário, em Maracanaú e Fortaleza. Eles estão sendo investigados pela suposta prática dos crimes de abuso de autoridade, corrupção passiva, tortura psicológica, coação no curso do processo, prevaricação, usurpação de função pública, extorsão, violação de domicílio e associação criminosa.

As investigações envolvem diversos pedidos de prisão preventiva considerados precipitados contra uma empresária local. Todos os pedidos foram negados pelos promotores criminais de Maracanaú. Apura-se ainda a realização de prisões ilegais por alguns dos investigados. Eles teriam forjado flagrantes, um dos quais resultou em pedido de absolvição de um homem acusado por tráfico de drogas.

O MPCE também investiga uma amizade virtual entre um dos policiais civis e um conhecido traficante de Maracanaú, que está com mandado de prisão em aberto. “O MP também analisa ameaças feitas contra vítimas para não prestarem depoimento, inclusive, valendo-se da condição de possuírem parentes nas Polícias Civil e Militar”, completa nota do órgão.

Segundo determinação judicial, todos os policiais devem ficar afastados das funções por 180 dias. Eles também devem entregar as armas e distintos oficiais, além de usar tornozeleira eletrônica e evitar contato entre si ou com testemunhas. A pena para descumprimento da ordem é prisão preventiva imediata.

Outros indícios dão conta de um possível crime eleitoral e conduta vedada aos agentes públicos em ano eleitoral. No caso, os suspeitos teriam usado a Delegacia do 20° Distrito Policial de Maracanaú para atos com caráter político-eleitoral. Outro crime seria o de abuso de poder político com atuação policial para “promoção pessoal com fim eleitoral de policial candidato”.