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Ceará
NOTÍCIA

Acusados de matar homem por ele ser eleitor do Bolsonaro irão a júri popular

Para os acusados irem a júri popular, o juiz Antonio Carlos Pinheiro Klein considerou que "não se vislumbra, a priori, qualquer circunstância extreme de dúvida que exclua a antijuridicidade".

15:36 | 12/03/2020

Três acusados de matar um homem por ele ser eleitor do Bolsonaro, em 2018, irão a júri popular. A decisão do juiz Antônio Carlos Pinheiro Klein, da 4ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Fortaleza, ocorreu no dia 5 de março.

O crime, segundo denúncia do Ministério Público, teria ocorrido no dia 29 de outubro de 2018. Na ocasião, um grupo de homens invadiu a casa de Mailton Gomes Vieira e o levou para outro local, onde estavam os acusados Thiago da Silva Monteira, Michel de Freitas dos Santos e José Marques de Sousa. Na rampa do Jangurussu, a vítima foi agredida e depois executada.

De acordo com apurado, o juiz Antonio Carlos Pinheiro Klein afirma que "a privação da liberdade da vítima e lesões sofridas pela mesma momentos antes de ser executada, não se apresentam como designos autônomos mas sim etapas dos atos executórios do crime de homicídio, devendo ser aplicado o princípio da consunção".

 

Para os acusados irem a júri popular, Klein considerou que "não se vislumbra, a priori, qualquer circunstância extreme de dúvida que exclua a antijuridicidade. Tampouco se antevê, sem sombra de dúvidas, circunstâncias excludentes da culpabilidade".

Aos acusados foi negado o benefício de aguardarem o julgamento em liberdade "face ao conjunto dos testemunhos, à periculosidade e inclinação criminosa potenciais dos réus e por restar superada a alegação de excesso de prazo em face da presente decisão de pronúncia".