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Ceará
Noticia

43 policiais militares desertores foram presos desde o início da paralisação da PM

Segundo a SSPDS, 38 agentes se apresentaram espontaneamente às autoridades

13:20 | 25/02/2020
FORTALEZA, CE, BRASIL, 19-02-2020: 18º Batalhão da PM em Antonio Bezerra. Policiais Militares, aderem a paralisação da Policia Militar do Ceará. em vários comandos. (Foto: Mauri Melo/O POVO). (Foto: MAURI MELO/O POVO)
FORTALEZA, CE, BRASIL, 19-02-2020: 18º Batalhão da PM em Antonio Bezerra. Policiais Militares, aderem a paralisação da Policia Militar do Ceará. em vários comandos. (Foto: Mauri Melo/O POVO). (Foto: MAURI MELO/O POVO)

Iniciada há uma semana, a paralisação da Polícia Militar (PM) já culminou na prisão de 43 policiais em todo o Estado, segundo balanço divulgado nesta terça-feira, 25, pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS-CE). Conforme a pasta, 38 agentes se apresentaram espontaneamente às autoridades, enquanto outros cinco foram presos, de fato, por não terem se apresentado ao serviço.

Ainda de acordo com a SSPDS, outros cinco policiais se apresentaram e justificaram suas ausências, sendo liberados em seguida. Na última terça-feira, 18, data de início oficial da paralisação, três PMs já haviam sido autuados pelo crime de motim, após serem flagrados secando os pneus de uma viatura. Na quinta-feira, 20, um quarto policial foi autuado em flagrante pelo crime de incêndio.

Ao todo, 61 PMs tiveram seus nomes publicados no Boletim do Comando Geral pelo crime de deserção especial, após deixarem de se apresentar na força em que servem. A pena de detenção é de até três meses.

170 mortes no Ceará 

Desde o início da greve da PM, pelo menos 170 pessoas foram mortas no Estado do Ceará, segundo o último balanço da SSPDS. A média é de 34 pessoas assassinadas por dia, mais de uma por hora. Somente na última segunda, 24, o número de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs) chegou a 23.

Conforme publicado no Diário Oficial do Estado (DOE), já são 230 policiais militares do Ceará afastados de cargo por suspeita de envolvimento em motim. Os investigados deverão entregar identificações funcionais, distintivos, armas, algemas e outros elementos que os caracterizem nas suas unidades.