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Ceará
NOTÍCIA

Cinquenta crianças precisaram de transporte aeromédico no Ceará em 2019

Na sexta-feira, 15, dois bebês foram transportados de forma simultânea. Bebês menores de um ano são 31% dos pacientes que demandam o suporte

12:54 | 16/11/2019
Um dos helicópteros da Ciopaer, durante operação para transportar bebê para atendimento médico da Capital para o Interior. Cariri é a região que mais aciona as aeronaves para o serviço
Um dos helicópteros da Ciopaer, durante operação para transportar bebê para atendimento médico da Capital para o Interior. Cariri é a região que mais aciona as aeronaves para o serviço (Foto: DIVULGAÇÃO CIOPAER)

Dois bebês recém-nascidos precisaram ser transportados de helicóptero entre unidades de saúde no Ceará na manhã do feriado de sexta-feira, 15. Os voos aconteceram de forma simultânea em aeronaves da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer). Neste ano, 50 crianças menores de um ano precisaram do suporte, o que representa 31% dos transportes aeromédicos realizados pela Ciopaer. Entre os bebês, 36 tinham menos de um mês de vida.

A equipe da Ciopaer, composta por médico, enfermeiro e um tripulante operacional, foi acionada para atender um caso em Sobral. Um bebê de dez dias, com cardiopatia congênita, precisou ser levado para Fortaleza. A aeronave saiu de Sobral às 11h10min e pousou na Capital ao meio-dia. O destino da criança era o Hospital de Messejana.

Em Juazeiro do Norte, o bebê que precisou ser transferido tem apenas quatro dias de vida e apresentava Síndrome do Desconforto Respiratório (SDR). Ele foi conduzido para o Hospital do Sertão Central, em Quixeramobim.

Bebês são os pacientes que mais circulam como passageiros em operações de transporte aeromédico
Bebês são os pacientes que mais circulam como passageiros em operações de transporte aeromédico (Foto: DIVULGAÇÃO CIOPAER)

De acordo com o coronel Marcos Costa, da Ciopaer, a maior incidência de transporte aeromédico é com pacientes bebês. E grande parte dos voos tem origem na região do Cariri. "Antes, via de regra o destino era Fortaleza. Mas com o Hospital Regional do Sertão Central equipado com UTI neonatal e com tratamento padrão para recém-nascido, isso evita uma sobrecarga na Capital. Hoje, por exemplo, a aeronave saiu de Juazeiro e ficou no meio do caminho", conta.

No caso de bebês, o coronel destaca que os principais destinos na Capital são o Hospital Geral Dr. Waldemar Alcântara (HGWA) e o Hospital Infantil Albert Sabin (Hias). As aeronaves são UTIs móveis, equipadas com incubadora.

As principais patologias em recém-nascidos que acabam exigindo o transporte aeromédico são complicações cardiológicas e respiratórias. O processo para que a remoção dos pacientes aconteça é rápido, segundo o coronel Marcos Costa. Tem duração média de uma hora.

"Mas é necessário que o médico responsável pelo paciente avalie que é preciso transportar de forma urgente para um atendimento diferenciado. Ele então regula junto ao Samu do Ceará, onde há uma primeira avaliação sobre a condição. Segue então para regulação junto à Ciopaer, que só transporta o paciente após garantir vaga pela Central de Regulação de Leitos", conta.