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Ceará
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Óleo preso às rochas da praia de Sabiaguaba está sendo retirado

A ação acontece durante esta quinta-feira, 10. Ferramentas como espátulas e escovas de aço, além de mantas próprias para a retirada nas pedras, estão sendo utilizadas

12:08 | 10/10/2019
A ação da manhã desta quinta-feira, 10, envolve órgãos como Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), Prefeitura de Fortaleza e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama)
A ação da manhã desta quinta-feira, 10, envolve órgãos como Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), Prefeitura de Fortaleza e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) (Foto: Leonardo Maia/ Especial para O POVO)

A força tarefa para conseguir retirar as manchas de óleo, que têm se espalhado desde o mês de setembro em praias do Nordeste, continua. Além de contaminar a água e atingir animais marinhos e a areia das praias, o produto também está incrustado em rochas do litoral. É o caso da superfície rochosa da praia de Sabiaguaba, localizada cerca de 15 quilômetros do centro de Fortaleza. A retirada, nesse caso, é mais complexa - diferente das ações na areia - e requer o uso de utensílios adequados. 

“Na areia, a equipe da Semace chega e retira a areia com o óleo que está nela. Aqui, nós não temos condições de retirar a pedra onde o óleo está incrustado. Então, é um trabalho de limpeza dessas pedras para, posteriormente, fazer o recolhimento desse material”, explica Lincoln Davi, diretor de controle e proteção ambiental da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace). O órgão estava presente na ação, junto à Prefeitura de Fortaleza, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e voluntários.

É a primeira vez que a retirada do material grudado em rochas acontece. Desde o dia 25 de setembro, entretanto, órgãos têm se mobilizado para minimizar o impacto da derramada nas praias. Até o último dia 2 de outubro, o número de praias no Nordeste contaminadas pelas manchas chegava a 115 . “Principal objetivo é minimizar o dano. O dano ambiental já aconteceu. Felizmente, o Ceará não foi tão atingido como em outros estados, como Sergipe e Alagoas”, conta Edilene Oliveira, coordenadora de políticas públicas da Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma).

Confira vídeo do momento da retirada:

Mesmo assim, a coordenadora se mostra alerta. Em ações da prefeitura realizadas nos dias 27 e 28 de setembro, cerca de 500 litros do produto foram recolhidos em praias do Ceará, incluindo a praia de Sabiaguaba. “Nós identificamos, notadamente, na Praia do Futuro, Cofeco, Abreulândia e Sabiaguaba a presença desse óleo”, reforça Edilene. Sendo uma retirada mais complexa, o uso de materiais específicos para o trabalho nas rochas é necessário. Alguns deles emprestados da Petrobras, afirma Edilene. “Espátulas e escovas de aço, além de mantas próprias para essa retirada”, descreve.

Ainda de acordo com a coordenadora, nessa região da praia de Sabiaguaba, não chegaram novas manchas do óleo. “A ideia é retirar o máximo de material possível. A gente agora está focando nesse local aqui. Aparentemente, não veio mais material. ainda é o mesmo”, conta Edilene. Ela também alerta para o perigo do contato com o produto, que também é tóxico para seres humanos. A Semace já havia alertado banhistas sobre presença do óleo nas praias. “Nós sabemos que não vamos conseguir tirar tudo, mas a ideia é tirar o máximo possível, finaliza a coordenadora.

Além do óleo, quatro toneladas de lixo foram retiradas das praias cearenses

Pelo menos quatro toneladas de lixo foram recolhidos de praias cearenses desde que ações para retirar o óleo tiveram início, no dia 25 de setembro. Quem aponta este número é a coordenadora de políticas públicas da Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma), Edilene Oliveira. Ela era uma das pessoas presentes no recolhimento de óleo nas rochas da praia de Sabiaguaba, que aconteceu na manhã desta quinta-feira, 10.

“Além do óleo, a gente encontrou muito lixo. Nesses dias, especificamente, nós retiramos 4 toneladas de outros materiais, entre madeira, coco, plástico. Então, é interessante que a população nos ajude”, alerta Edilene. “Por que jogar lixo na praia?”, indaga a coordenadora. Para ela, a população deve ser parceira tanto no auxílio para a retirada do óleo das praias, quanto em relação ao lixo produzido. “Que a gente possa repensar nossa forma de lidar com o planeta”, encerra.

Com informações do repórter Leonardo Maia/ Especial para O POVO