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Ceará
Integração

Processo de adoção passará a ser mais ágil no Ceará

Encontro entre Judiciário, Governo do Estado e Prefeitura de Fortaleza firmou parceria para reforçar as equipes multidisciplinares que agem no Núcleo de Infância e Juventude do Fórum Clóvis Beviláqua

10:12 | 01/05/2019
A reunião ocorreu no TJ na última terça-feira
A reunião ocorreu no TJ na última terça-feira (Foto: Divulgação)

Procurando acelerar os processos de adoções no Estado, o presidente do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), Washington Araújo, se reuniu com a vice-governadora Izolda Cela e a presidente da Comissão Estadual Judiciária de Adoção Internacional (Cejai), Maria Vilauba Fausto Lopes, nesta terça-feira, 30. Ainda estiveram presentes as primeiras-damas Carol Bezerra (de Fortaleza) e Onélia Santana (do Estado).

O encontro firmou parceria entre o Judiciário, o Governo do Estado e a Prefeitura de Fortaleza com a decisão de reforçar as equipes multidisciplinares que agem no Núcleo de Infância e Juventude do Fórum Clóvis Beviláqua. Serão 20 profissionais de apoio, contando com psicólogos e assistentes sociais cedidos por Governo e Prefeitura, além de quatro veículos de transporte para visita aos lares. A força-tarefa permanecerá por um ano em sete estações de trabalho ainda a serem definidas.

De acordo com a diretora do Fórum Clóvis Beviláqua, Ana Cristina Esmeraldo, o objetivo da equipe é eliminar a fila de procedimentos que existe hoje. ”É necessário também o suporte da Seplag (Secretaria de Planejamento e Gestão do TJCE) para um reestudo em todos os fluxos de trabalho do trâmite”, declarou.

O processo de adoção possui três fases: cadastro, vínculo e adoção – a ação judicial que de fato oficializa a guarda da criança. Segundo o Cadastro Nacional de Adoção (CNA), em Fortaleza, são 91 crianças aptas à adoção atualmente. Dessas, 53 são meninos e 38 são meninas. A faixa etária com mais crianças a espera de uma família é de 11 a 15 anos; entre 6 e 10 anos são 15 crianças; e de 0 a 5 não há fila.

Cerca de 25 pretendentes à adoção participaram de treinamento nesta terça-feira, 30, no Fórum Clóvis Beviláqua. Os candidatos ainda receberão no próximo dia 8 de maio capacitação psicossocial, com assistentes sociais da Rede Acalanto, também no Fórum.

Até abril deste ano foram contabilizadas 18 adoções. Além disso, 47 crianças já estão vinculadas a famílias pretendentes habilitadas. Em 2018, ao todo, foram 51 crianças que conseguiram um lar. Uma das dificuldades para o processo de adoção se dá ainda no período de acolhimento, devido a forma como a criança é inserida no Cadastro. Na maioria das vezes, ela vem do Conselho Tutelar e há dificuldades em encontrar a família para dar início ao trâmite.

Redação O POVO Online

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