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Ceará
MORTE EM AÇUDE

Corpo de vítima de afogamento é encontrado em São Gonçalo do Amarante; casos este ano chegam a 13

Neste ano, 13 pessoas morreram por afogamento no estado do Ceará, de acordo com o Corpo de Bombeiros

18:59 | 15/04/2019

Um corpo de uma pessoa foi encontrado nesta segunda-feira, 15, em São Gonçalo do Amarante, a 63,6 quilômetros da Capital. A causa da morte foi por afogamento, conforme noticiou a Rádio O POVO CBN, durante a manhã desta segunda. Do início do ano até hoje, 13 pessoas morreram afogadas no estado do Ceará. As informações foram disponibilizadas pelo Corpo de Bombeiros Militar do Ceará (CBM).

No último dia 25 de fevereiro, O POVO Online noticiou a morte de duas mulheres por afogamento após a dupla salvar duas crianças. O ocorrido foi no bairro Sítios Novos, em Caucaia, Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).

Em entrevista ao jornalista Luiz Viana, no programa O POVO no Rádio, o tenente do Corpo de Bombeiros Romário Fernandes informou que houve um aumento nos casos de afogamentos. “O que a gente tem verificado é que o aumento do fluxo de água nos níveis dos rios e açudes tem feito com que as pessoas busquem mais se divertir nesses locais. E isso tem aumentado a quantidade de afogamentos”, disse.

Os casos têm ocorrido em todo o Estado, a maioria nos arredores de rios e açudes. O Corpo de Bombeiros informa que estão regularmente nas áreas de litoral, principalmente em praias movimentadas, como Aracati, Cumbuco e Praia do Cumbuco. Na próxima quinta-feira, 18, terá início a Operação Semana Santa da corporação. Os bombeiros estão em 111 postos, distribuídos em cerca de 39 municípios cearenses.

A recomendação do tenente Romário Fernandes é da população evitar entrar em rios e açudes nesse período de tempo chuvoso. “São locais por excelência de risco para quem quer entrar na água. A água doce é mais difícil de flutuar, os açudes não favorecem a flutuação”, alertou. As estatísticas do Brasil mostram que 75% dos afogamentos acontecem na água doce. Em piscinas e praias, a incidência é menor que 25%, segundo o tenente.

Larissa Carvalho