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SEGURANÇA DAS BARRAGENS

Eduardo Girão solicita inclusão de duas barragens cearenses entre prioridades

Ofício foi enviado ao diretor-geral do Dnocs e ao ministro do Desenvolvimento Regional

14:35 | 10/02/2019

O senador Eduardo Girão (Podemos/CE) solicitou a inclusão de duas barragens cearenses entre as prioridades no Plano de Ações Estratégicas para Reabilitação de Barragens da União (Planerb). Os açudes são Lima Campos, no município de Icó, distante 361,4 km de Fortaleza, e Várzea do Boi, em Tauá, distante 347 km da Capital.

O ofício foi enviado ao diretor-geral do Departamento Nacional de Obras Contra Secas (Dnocs), Ângelo Guerra, e ao ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Henrique Rigodanzo Canuto, no último dia 7.

Outras sete barragens cearenses foram definidas como prioritárias para vistorias e vão ser fiscalizadas in loco pela Agência Nacional de Águas (ANA) até o fim de maio deste ano. Ao total são 52 barragens em todo o Brasil que fazem parte de um plano especial de inspeção.

Segundo a lista divulgada pela ANA, das sete barragens escolhidas como prioridade no Ceará, a de Ubajara é de responsabilidade da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos do Estado do Ceará (Cogerh) e a de Jati e as cinco de Brejo Santo serão administradas pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR).

Ações do Estado

Na última quinta-feira, 7, a segurança das barragens do Ceará foi discutida no Conselho Estadual do Meio Ambiente (Coema), na primeira reunião do colegiado. Os órgãos de recursos hídricos do Estado afastaram risco de rompimento. O secretário do Meio Ambiente, Artur Bruno, informou que no Ceará não existe barragens de rejeitos, “mas temos estruturas físicas que represam água e, quando acontece um inverno com intensidade muito forte de chuvas, acaba deixando a população preocupada”, comunicou o secretário.

Titular da Secretaria de Recursos Hídricos (SRH), Francisco Teixeira afasta qualquer paralelo feito entre barragens cearenses com a que rompeu em Brumadinho, no ultimo dia 25 de janeiro. “A barragem de Brumadinho não tem nada a ver como as que são feitas para acúmulo de água. Seja o Governo do Estado, seja o Dnocs (Departamento Nacional de Obras Contra as Secas), ninguém faz barragem como essas de rejeitos”, declarou.

Redação O POVO Online