PUBLICIDADE
Notícias

Glitter do Carnaval prejudica a vida marinha e pode influenciar a saúde de humanos

Responsabilidade ambiental também é necessária na hora da folia, diz especialista

09:54 | 09/02/2018
NULL
NULL

[FOTO1] 

Carnaval é tempo de brilho e o glitter é o principal artifício para colorir o corpo dos foliões. Entretanto, no final da festa, o glamour das partículas é lavado e elas vão para o esgoto. Como todo esgoto vai parar no oceano, o glitter tem sido uma preocupação recorrente dos biólogos. Os pequenos pedaços se juntam no mar e prejudicam tanto a vida no ambiente aquático quanto a saúde de seres humanos.

Por seu tamanho, o glitter é classificado como microplástico. Ele é facilmente ingerido por peixes devido ao diâmetro reduzido e, como não é biodegradável, a partícula pode permanecer dentro do trato digestivo dos animais por longos períodos de tempo. Além de peixes, o glitter pode influenciar no plâncton, que é base de toda a cadeia alimentar marinha.

A oceanógrafa e mestra em ciências marinhas tropicais Cecília Perdigão afirma que o microplástico vai sendo “repassado” aos animais maiores, ao se alimentarem de menores. E, assim, o glitter e suas toxinas podem chegar aos humanos quando ingerem peixes afetados. A poluição pode ser diminuída com o uso de outros artifícios para dar brilho ao Carnaval.

 

[FOTO2] 

Algumas empresas de maquiagem produzem um tipo de glitter mais amigável para o meio ambiente, feitos de celulose e pó mineral, como a Puro Bioglitter e a Brilhow Ecoglitter. Entretanto, como aponta Cecília, esses produtos não suprem completamente a grande demanda do Carnaval.

“Então, não utilizar glitter caso não encontremos o biodegradável é a melhor solução”, afirma a oceanógrafa. A especialista atenta para o fato de que outras maquiagens com brilho e lantejoulas também podem afetar o ecossistema, mas por serem menos descartáveis poluem menos também.

 

“Não podemos esquecer que as garrafas de plástico, muitas vezes deixadas na rua, podem chegar aos oceanos e lá se fragmentam em pedaços menores, também virando microplásticos”, explica Cecília, pedindo responsabilidade na hora do descarte do lixo produzido na folia.

Cecília coordena um grupo de estudos sobre Resíduos Urbanos no Instituto Verdeluz. O projeto visa abordar o problema da poluição marinha por resíduos sólidos. São promovidas palestras, formações e atividades de educação ambiental. Além disso, neste ano o grupo irá se reunir todos os meses para uma coleta de resíduos na praia do Naútico, com o objetivo de entender como o lixo vai parar naquela região. 

TAGS
Glitter do Carnaval prejudica a vida marinha e pode influenciar a saúde de humanos
PUBLICIDADE
Notícias

Glitter do Carnaval prejudica a vida marinha e pode influenciar a saúde de humanos

Responsabilidade ambiental também é necessária na hora da folia, diz especialista

09:54 | 09/02/2018
NULL
NULL

[FOTO1] 

Carnaval é tempo de brilho e o glitter é o principal artifício para colorir o corpo dos foliões. Entretanto, no final da festa, o glamour das partículas é lavado e elas vão para o esgoto. Como todo esgoto vai parar no oceano, o glitter tem sido uma preocupação recorrente dos biólogos. Os pequenos pedaços se juntam no mar e prejudicam tanto a vida no ambiente aquático quanto a saúde de seres humanos.

Por seu tamanho, o glitter é classificado como microplástico. Ele é facilmente ingerido por peixes devido ao diâmetro reduzido e, como não é biodegradável, a partícula pode permanecer dentro do trato digestivo dos animais por longos períodos de tempo. Além de peixes, o glitter pode influenciar no plâncton, que é base de toda a cadeia alimentar marinha.

A oceanógrafa e mestra em ciências marinhas tropicais Cecília Perdigão afirma que o microplástico vai sendo “repassado” aos animais maiores, ao se alimentarem de menores. E, assim, o glitter e suas toxinas podem chegar aos humanos quando ingerem peixes afetados. A poluição pode ser diminuída com o uso de outros artifícios para dar brilho ao Carnaval.

 

[FOTO2] 

Algumas empresas de maquiagem produzem um tipo de glitter mais amigável para o meio ambiente, feitos de celulose e pó mineral, como a Puro Bioglitter e a Brilhow Ecoglitter. Entretanto, como aponta Cecília, esses produtos não suprem completamente a grande demanda do Carnaval.

“Então, não utilizar glitter caso não encontremos o biodegradável é a melhor solução”, afirma a oceanógrafa. A especialista atenta para o fato de que outras maquiagens com brilho e lantejoulas também podem afetar o ecossistema, mas por serem menos descartáveis poluem menos também.

 

“Não podemos esquecer que as garrafas de plástico, muitas vezes deixadas na rua, podem chegar aos oceanos e lá se fragmentam em pedaços menores, também virando microplásticos”, explica Cecília, pedindo responsabilidade na hora do descarte do lixo produzido na folia.

Cecília coordena um grupo de estudos sobre Resíduos Urbanos no Instituto Verdeluz. O projeto visa abordar o problema da poluição marinha por resíduos sólidos. São promovidas palestras, formações e atividades de educação ambiental. Além disso, neste ano o grupo irá se reunir todos os meses para uma coleta de resíduos na praia do Naútico, com o objetivo de entender como o lixo vai parar naquela região. 

TAGS