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Comunidade do Poço da Draga abre campanha de financiamento coletivo para colocar bloco na rua

O Bloco abriu uma campanha de financiamento coletivo para cobrir os custos de som, banda, estrutura e taxas. Até o Carnaval, eles precisam juntar R$ 3.500

19:25 | 09/02/2017
Ponte velha, no Poço da Draga
Ponte velha, no Poço da Draga
[FOTO1]A comunidade do Poço da Draga está prestes a colocar um bloco na rua. No próximo dia 28, terça-feira de Carnaval, o Bloco Cai no Poço sai do Pavilhão Atlântico, às 14h30min, no cortejo pela rua principal do Poço, com bandinha de metais e percussões e baile ao som de Estácio Facó. Para isso, eles precisam de ajuda. O Bloco abriu uma campanha de financiamento coletivo para cobrir os custos de som, banda, estrutura e taxas. Até o Carnaval, eles precisam juntar R$ 3.500.
 
Com 111 anos de história, a comunidade do Poço da Draga carrega sinais históricos da Capital. Localizada entre o Centro de Fortaleza e o bairro Praia de Iracema, a comunidade cresceu na área que envolve a Ponte Metálica, a partir da chegada do porto e com a movimentação do comércio local. Na época, a Ponte era usada para embarque e desembarque de mercadorias. Nos anos 50, porém, a Ponte Metálica foi ofuscada pela construção de uma grande estrutura: o Porto do Mucuripe.
 
Realizado pelos professores Sérgio Rocha, morador do Poço da Draga, e Germana Lima, que cresceu na comunidade, por meio do Movimento Pró Poço, o bloco ganhou reforço de amigos. Um deles é Enrico Rocha, que criou a campanha na plataforma de financiamento coletivo Vakinha, e o artista visual Rafael Limaverde que desenvolveu a logomarca.
 
A colaboração e também criativa: o Bloco vai precisar de ajuda com decoração, alegorias e fantasias. A ideia é misturar os fortalezenses com a comunidade na folia do Carnaval. Mas não é só festa. O Movimento Pró Poço quer fortalecer a comunidade a partir da reflexão gerada pela situação de resistência dos moradores. 
 
Germana Lima conta que o Bloco é uma das atividades de movimentação cultural e resgate de identidade da comunidade. "Queremos fazer com que os moradores se reconheçam em seus potenciais e tradições", afirma. Ela diz que há ainda a "questão social", que abarca um dúvida recorrente em quem reside na área: "sempre existe a expectativa do que pode acontecer com a chegada de equipamentos como o Acquario Ceará" - em construção há cinco anos. 

"Essa movimentação gira em torno da percepção das coisas que estão havendo ao nosso redor e da reflexão", avalia. "E o sentido é resgatar os valores dos moradores, mas não o Bloco não é feito só para o Poço. A intenção é integrar". Se tudo der certo, aponta a organização, este pode ser apenas o começo para o Bloco Cai no Poço.
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