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Cariri
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Prefeito e secretário de Antonina do Norte são alvos de operação do MPCE contra fraude em licitação e contratos

Há alvos das investigações nos municípios de Antonina do Norte, Crato e Juazeiro do Norte

09:21 | 28/08/2019
OPERAÇÃO foi executada pelo Ministério Público do Ceará
OPERAÇÃO foi executada pelo Ministério Público do Ceará(Foto: Sara Maia, em 10/1/2013)

O prefeito de Antonina do Norte, Evandro Arrais, o secretário municipal de Obras, Antônio Neto da Silva, e empresários da cidade são alvos da operação Noteiras, do Ministério Publico do Ceará (MPCE). Os procuradores estiveram em ao menos três cidades da região do Cariri para cumprir 11 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Tribunal de Justiça do Estado do Ceará. 

A operação é coordenada pela Procuradoria de Justiça dos Crimes Contra a Administração Pública (Procap), com o apoio de promotores de Justiça da região do Cariri e do Departamento Técnico Operacional (DTO) da Polícia Civil do Estado do Ceará. Os investigadores estiveram nas sedes da Prefeitura de Antonina do Norte e de empresas situadas em Juazeiro do Norte e Crato. Eles ainda fizeram buscas nas casas do prefeito, do secretário e de empresários da região. 

De acordo com o MPCE, foram apreendidos mais de R$ 260 mil em dinheiro no quarto do prefeito, além de um cofre localizado na dispensa da residência dele. As ordens judiciais são decorrentes de procedimento investigatório criminal que tramita na Procap em segredo de Justiça.

As investigações do MPCE apontam fraudes em licitações, inexecução contratual e sobrepreço para a execução do serviço de limpeza pública no município de Antonina do Norte, com possível participação de autoridade com foro por prerrogativa de função.

Em entrevista ao blog Amaury Alencar, o prefeito afirmou que está tranquilo e irá informar a origem do dinheiro encontrado. Ele ainda declarou que o valor de R$ 260 mil é fruto de vendas de imóveis e que "é muito natura ficar com esse numerário" em sua residência. "Sou um empresário e tenho movimentações altas, eu inclusive entreguei ao promotor que estava coordenando a operação cópias de documentos lícitos que irão comprovar essas vendas feitas", pontuou.

A ação, segundo ele, trata-se de uma investigação iniciada em 2013, na gestão anterior, quando ainda não era prefeito. "O meu governo só teve início no ano de 2017, é uma operação em que eles buscam toda a documentação que há na prefeitura. E, como sou o prefeito, é natural que o alvo seja eu, a gente quando passa a ser o gestor responde a tudo que existe, inclusive deixei o meu pessoal a disposição para auxilar no que fosse possível e de forma espontânea", declarou.

O prefeito destaca que o processo envolve servidores e empresas que prestavam serviços ao município. "Em minha gestão só tive como fazer o processo licitatório no mês de junho de 2017. Tivemos dificuldades porque a contabilidade anterior que prestou serviços para a gestão passada, simplesmente sumiu com computadores blecaupes, eu acredito que a verdade venha ser comprovada".

Com informações do jornalista Amaury Alencar